Mal saímos de uma eleição e já começam a articular o próximo pleito para prefeito e até à sucessão de Raimundo Colombo.
Foi assim que essa semana o deputado federal reeleito, João Rodrigues (PSD), o segundo mais votado (com 221.409 votos), afirma que com essa performance eleitoral está credenciado a se colocar como pré-candidato a governador em 2018.
Já ainda na campanha se vislumbrava esse propósito, tal foi o investimento da sigla para colocá-lo na lista dos deputados mais votados. Não há dúvida que está entre as principais lideranças do PSD em SC. Tem o peso do voto. Perdeu apenas para o ex-governador do PP, Esperidião Amin, mas por apenas 7.987 votos.

Esperidião Amin foi o mais votado para federal, mas ele já decidiu há alguns anos que não concorre mais a cargo executivo.
Pelo PMDB também já podemos vislumbrar os nomes de Mauro Mariani (terceiro mais votado com 195.897 votos) e Dário Berger, eleito senador, como os credenciados a entrar na disputa.
Mas, o acordo firmado lá atrás, quando Raimundo Colombo foi eleito senador, era do PMDB dar ao PSD dois mandatos com o compromisso de devolver o governo ao PMDB em 2018.
Ainda que com dificuldades, foi cumprido até aqui.
Contudo, tenho minhas dúvidas de que o acordo seja cumprido até o fim.
Essa eleição igualmente coloca em questão a sucessão municipal.
Em Lages, pelo que ouvimos dos dois deputados eleitos, Gabriel Ribeiro e Carmen Zanotto, nenhum deles deverá voltar às urnas daqui a dois anos.
Primeiro porque houve o comprometimento firmado para cumprir todo o mandato.
Segundo, porque no caso de Gabriel Ribeiro, o ex-deputado Antônio Ceron já antecipou ao partido que “se sua saúde permitir”, está disposto a voltar à disputa.
No caso da Carmen, me parece que o partido deve continuar na aliança para reeleição de Elizeu, mas admite que “tem o sonho de administrar Lages no futuro”.
Sendo assim, numa projeção a mais longo prazo, em 2020, é possível que os eleitos de agora, venham a se confrontar numa disputa pela prefeitura.