O último debate dos presidenciáveis

 

 

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Foi no mínimo hilário o último debate entre sete dos candidatos a presidência da República, transmitido ontem pela Globo.

Levy Fidelix, do PRTB, se mostrou um grande gozador, e apesar de se transformar no centro das acusações dos demais candidatos, levou tudo com mais leveza do que os demais. O discurso mais pesado não foi de Marina Silva, desta vez. Luciana Genro, do PSOL, foi a que deu de dedo nos demais, embora tenha reclamado quando literalmente o fez o candidato Aécio Neves (PSDB).

“Tu apavorou, chocou, ofendeu e humilhou milhares de pessoas com aquele teu discurso homofóbico, que incitou o ódio. E mais, incitou o suposto direito de uma maioria enfrentar uma minoria. Teu discurso de ódio é o mesmo discurso que os nazistas fizeram contra os judeus, que os racistas fazem em relação aos negros. Tu deveria ser levado preso se houvesse uma lei que condenasse a homofobia”, disparou Genro se dirigindo a Fidelix. O candidato do PRTB se defendeu afirmando que não incentivou os heterossexuais atacar os homossexuais, mas o direito de defesa do que ele classificou como “normalidade no padrão familiar”.  

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Houve embate entre os candidatos Eduardo Jorge, Levy Fidelix e Luciana Genro, sobre moralidade, uso de drogas e legalização do aborto. Eduardo Jorge pediu a Fidelix para se desculpar com a população LGBT, que ele ofendeu no último debate na Record e provocou uma reação violenta do adversário. “Você não tem moral nenhuma para me falar disso. Você, acima de tudo, propõe que o jovem consuma maconha. Isso é apologia ao crime. O aborto, apologia ao crime. Está lá no Código Penal”, disparou Fidelix. 

Levy Fidelix confessou que procurou Genro para repercutir o episódio e combinar uma pergunta acerca de segurança, esperando a defesa da candidata do PSOL. Disse que a adversária negou a dobradinha e chegou a fazer uma ameaça

 – “Venha cá, vou te enquadrar, mocinha”.

 

Mas, em se tratando de proposta, Marina chegou ao máximo seu discurso eleitoreiro:

Anunciou mais um item no seu plano de governo, que é o décimo terceiro para quem recebe o Bolsa Família, para contribuir com a ceia de Natal da população mais pobre.

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