Em função da matéria publicada no Correio Lageano sobre a Guarda Municipal, questionei se os agentes de trânsito estariam preparados para a utilização de armas. O secretário de Segurança e Ordem Pública, Coronel Paulo Dellajustina fez alguns esclarecimentos importantes.
Primeiro que, pela Constituição de 1988, o servidor público não pode simplesmente migrar de uma função para outra. Os agentes de trânsito que quiserem integrar a Guarda Municipal terão de prestar novo concurso público, específico para essa função.
Segundo, os guardas serão treinados pela Polícia Federal e lá receberão autorização para usar ou não armas.
Observou que como os Policiais Militares, alguns não usam arma alguma e outros têm autorização para utilizar um determinado tipo de armamento.
Eles não serão treinados pelas academias da PM ou da Polícia Civil porque seguem outro modelo de segurança, chamada cidadã, que atua mais na prevenção, com uma grade curricular muito diferente das oferecidas por essas academias.
Observa que o projeto da criação da Guarda Municipal, que já está pronto para a Câmara, é inovador em termos de segurança. Observa o coronel que, se as escolas e mesmo as outras instituições seguissem a orientação da secretaria de Segurança, haveria muito menos ocorrências policiais. “Por exemplo, se as lojas colocassem os caixas mais próximos à porta dos estabelecimentos, à vista de todos, teríamos menos assaltos”, cita ele.
Ensina que para haver criminalidade é necessário haver o tripé: agente motivado, uma vítima em potencial e um ambiente favorável.
Por isso, diz ele, ao se pregar que as pessoas não reajam ao serem assaltadas estamos na contramão da segurança. Isso porque estaria se favorecendo o crime. Incentivando o surgimento de um agente motivador: o marginal sabe que as pessoas não estão armadas e não reagem. Uma vítima em potencial: as pessoas não estão armadas e muito menos preparadas para evitar os assaltos. E, finalmente, o ambiente favorável: que seria o caso das caixas das lojas nos fundos das lojas em que o assalto pode ser praticado sem chamar atenção de ninguém.
