Prezada Olivete,
Com relação à nota “entregue aos pombos” publicada no Correio Lageano do dia 16/17 de agosto de 2014, discorrendo sobre a situação de imóveis e monumentos que fazem parte do patrimônio cultural de Lages, a Fundação Cultural esclarece:
As edificações e sítios históricos de reponsabilidade do Poder Público Municipal vêm recebendo manutenção periódica, como pode ser constatado no Hall do Teatro Marajoara, no interior do prédio da Prefeitura de Lages, no prédio da Escola de Artes, na Praça João Ribeiro, e em locais menos aparentes como telhado e calhas do Prédio da Fundação Cultural e as calhas do Teatro Marajorara. O Teatro também está sendo objeto da elaboração do projeto preventivo contra incêndio com o devido acompanhamento do Ministério Público e do Corpo de Bombeiros.
As fachadas desses imóveis ainda não foram revitalizadas ou restauradas por se tratar de um serviço mais complexo. É bom lembrar que toda a intervenção deve ser solicitada e autorizada pelo órgão que promoveu alguma medida protetiva sobre o bem, e deve ser precedida por um projeto de intervenção ou memorial descritivo assinado por arquiteto, de preferência especializado, indicando exatamente o que será feito.
No caso do prédio da Prefeitura de Lages, que possui tombamento estadual, as intervenções realizadas tiveram acompanhamento da Fundação Catarinense de Cultura, que no final de 2013 recebeu pedido da Fundação Cultural de Lages para orientações sobre a limpeza da fachada e solicitou vistoria na troca do piso do térreo da edificação.
Sobre as ações de proteção ao patrimônio destacamos a reativação do COMPAC (Conselho Municipal de Patrimônio Cultural), que apesar de legalmente constituído não tinha reuniões regulares desde 2004, e retoma em 2013 o papel de protagonista nas deliberações sobre o patrimônio cultural da cidade. O COMPAC teve papel fundamental para a elaboração do Concurso de Requalificação do Mercado Público de Lages, nas discussões sobre o destino Colégio Aristiliano Ramos, e recentemente, sobre a possível realocação do monumento em homenagem a Getúlio Vargas e o decreto de normatização das demolições no Centro de Lages.
Finalmente, é compreensível que a organização de eventos seja um trabalho de grande visibilidade em virtude do investimento em mídia, mas, de longe essa não é a única preocupação da Fundação Cultural de Lages, como pode ser constatado pela divulgação das ações realizadas, seja nos meios de comunicação tradicionais, ou até pela nossa fanpage no Facebook.
Atenciosamente
Mauricio Neves de Jesus
Fundação Cultural de Lages