
O arquiteto e publicitário, Marcos Lenzi, tem utilizado às redes sociais para lamentar o estado precário do prédio da prefeitura. “O abandono de nossos prédios não é de agora”, diz ele, criticando os Departamentos de Cultura que “se especializaram em fazer festa, esquecendo de cuidar do patrimônio”: prédio e monumentos.
Através do facebook ele mostra antiga foto do prédio da prefeitura, quando de sua inauguração em 1900, ainda com os sete vasos em sua cumeeira. De fato a edificação da prefeitura é uma das sete maravilhas de Lages. E concordo com Lenzi de que mereceria a atenção da Fundação Cultural, que de fato, não tem olhado para os monumentos e edificações. Em alguns casos se resolve com um pouco de água e sabão e, em outros, de reparos que podem ser resolvidos facilmente se a manutenção for constante.

Só costumamos nos ocupar dos prédios antigos quando já não há o que preservar. Veja, por exemplo, que muito se discutiu sobre a permanência ou não do monumento a Getúlio Vargas, na praça João Ribeiro, mas ninguém reclamou da falta de limpeza e reparos.
Recentemente, numa ação inédita, a Secretaria do Meio Ambiente deu um banho nos principais monumentos, como dos Imigrantes, do Boi de Botas, mas a estátua de Nereu Ramos, no calçadão, continua relegada ao esquecimento.
Despudoradamente os pombos descarregam suas fezes sobre ele, exibindo o maior político de Lages em situação constrangedora. Sinceramente, se fosse política e proeminente, deixaria registrado em testamento, a proibição a esse tipo de homenagem póstuma.
Especialmente aqui, onde é histórico o pouco caso aos monumentos. Tombamos até árvore (como foi feito com o antigo carvalho), mas ninguém parece se importar quando edificações estão no abandono.
Desconheço qualquer medida da Fundação Cultural, seja hoje ou sempre, com a finalidade de conservação de edificações e monumentos.