Appolinário vai responder por improbidade administrativa
Texto:
Lages, 24/06/2014, Correio Lageano, por Silviane Mannrich
O vereador Adilson Appolinário (PSD) e o ex- vereador Paulo Roberto Branco, o Betinho (PSB), respondem na justiça por uma Ação de Improbidade Administrativa baseada na Lei nº 8.429/92 ajuizada pelo Ministério Público do Estado de Santa Catarina (MPSC).
No processo consta que “segundo alegação do autor, através do inquérito civil, o requerido Adilson Appolinário percebeu vantagem financeira indevida, na medida em que, no gozo de licença sem remuneração, foi agraciado com valores provenientes do salário de seu suplente, sendo que Paulo Roberto Branco repassava R$ 2.000 para Adilson da remuneração de R$ 6.000 que recebia como vereador.
O vereador Adilson afirma que o fato aconteceu em 2010 e que não é verdadeiro. “Na época, eu estava no PR e o partido não queria que eu assumisse a presidente da Câmara. Por isso, eu tive que me licenciar, mas de forma alguma recebi esse dinheiro, foi uma perseguição política”, afirma o vereador.
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Processo:
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Classe:
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Assunto:
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Enriquecimento ilícito | |
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Distribuição:
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10/12/2013 às 02:43 – Sorteio | |
| Vara da Fazenda Ac. Trabalho e Reg. Públicos – Lages | ||
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Controle:
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2013/000262 | |
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Juiz:
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Ricardo Alexandre Fiuza |
| Partes do Processo | |
| Autor: | Ministério Público do Estado de Santa Catarina |
| Réu: | Adilson Rodrigues de Appolinário |
| Terc.Inter: | Município de Lages |
O vereador tem um prazo para se pronunciar e o caso também está sendo remetido à prefeitura de Lages, a quem cabe reclamar os valores obtidos indevidamente. Seria o terceiro interessado no caso, como cita no processo.
Para quem não lembra:
A que caso se refere? Poucos lembram que Adilson Appolinário foi eleito, na legislação passada , pelo PR e o Betinho era primeiro suplente.

Adilson se licenciou, mas segundo acerto feito com Betinho, metade do salário e demais regalias ficavam com o titular da vaga.
Sabemos que é muito comum ocorrer esse tipo de acerto com os suplentes que assumem, seja na Câmara como na Assembleia e Câmara dos Deputados. Elizeu Mattos e Carmen Zanotto que o digam.
Isso veio a público através de declaração do próprio Betinho que se sentiu lesado e, o Ministério Público , em nome da moralidade, levou o caso adiante.
