E até surreal que um vereador, presidindo a Comissão de Constituição e Justiça ache que pode resolver e decidir as questões “a tiros”. É vergonhoso que um vereador não aceite as controvérsias e tente resolver o impasse dessa forma.
Isso tudo em torno da apreciação de duas matérias, na sessão da Câmara de hoje. A LDO e o plano plurianual (PPA). As mesmas que já foram votadas e cujas emendas foram vetadas e os vetos derrubados com os votos do David e do Padeiro.
O vereador Vone, que substituiu Marcius na presidência da Comissão tentou resolver o impasse na apreciação do projeto desta forma.
Matéria acabou sendo aprovada na comissão por três votos a dois.
Vereador Vone nega
Vereador Vone garante que em momento algum falou em tiros, e desafiou a quem informou, que prove que ele disse. Inclusive me ameaçou que se eu não tirasse a informação do blog, levaria o caso à justiça.
Mas, o vereador Juliano Polese citou a ameaça durante a votação em plenário, no microfone da tribuna, embora não tenha citado o autor.
Parecer é levado à votação
Também teve um parecer pela rejeição na Comissão de Meio Ambiente, mas um parecer jurídico favorável acabou por suplantar a rejeição. Ao invés da votação da comissão, o parecer jurídico foi levado para votação em plenário.
(Então, para que comissão? Basta ter um advogado para dar o “parecer jurídico”)
Nesse caso rasgaram o regimento interno e tudo o resto que dão sustentação legal aos atos da Câmara.
Levou-se três horas para discutir os projetos nas comissões.
Por que as matérias retornaram?
As matérias retornaram ao legislativo porque o executivo entende que não precisa o parecer da Câmara, mas feito por decreto, para a transposição de verba (de uma pasta para outra), assim como para aquisição de créditos especiais. Mas, custa passar pelo legislativo, especialmente, no caso em que tem a maioria absoluta dos votos?
Ora vereador Gerson, lider da bancada, como uma oposição, com cinco votos, pode travar o processo administrativo, numa Câmara com 19 vereadores, conforme vossa excelência alegou ao justificar o comportamento da situação?
Pode uma matéria que já foi votada retornar à casa em menos de um mês? Me parece que essa é a grande discussão. Juro que nunca vi isso!