
Câmara lotada na audiência sobre o manejo da araucária realizada ontem, à noite, por solicitação do vereador Vone.
Muitos vereadores e produtores da região presentes. Os prefeitos de São Joaquim,Humberto Brighenti e de Painel, Flávio da Silva Neto estiveram lá…
De Anita Garibaldi veio o vice-prefeito Jorge Peterle e alguns vereadores.
Entre os convidados de Brasília, vieram os deputados Edinho Bez e Celso Maldaner. Carmen Zanotto não compareceu. Deputado estadual, apenas Arnaldo Moraes. Os senadores, que motivaram a viagem à Brasília, nenhum!

A estrela da noite foi o ex-deputado federal do Paraná, Luciano Pisato.
Deu uma grande contribuição ao debate. Ele foi o relator da Lei de Crimes Ambientais, mas confessa que não tinha muita experiência à época e há muita coisa a ser revista.
Os produtores usaram a tribuna para fazer desabafo.

Luiz Carlos Peron, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais lamentou que o produtor tem um grande trabalho com a manutenção da araucária e não pode usufrir dela. Cita que a grimpa acaba entrando nos focinhos dos animais.
Produtor de Palmeira, garante que está sobrando pinheiro, mas o proprietário rural não tem direito de usufruir dos seus bens. Critica os órgãos ambientais. “O produtor não pode mexer em uma árvore, mas os poderosos fazendo o furo onde quiserem”

Outro produtor lembra que: como não estão plantando mais araucárias, as árvores estão envelhecendo, reduzindo a produção de pinhão e ficam apodrecendo no campo.
Outro lamentou que embora tenha uma propriedade relativamente grande, a araucária toma conta da área e ele fica com um espaço muito pequeno para criar os animais. Se vê obragado a reduzir o rebanho por falta de espaço.
Como disse Jairo Córdova o governo e os órgãos ambientais não pensam na sobrevivência do homem:
“Pensam no papagaio Charão e não pensam em nós”.
Lembrou do verdadeiro abuso quando da colheita do pinhão era permitido somente após o dia 15 de maio, a Polícia Ambiental multou e penalizou o produtor de Painel que estava com o produto já maduro estocado no galpão.

Roberto Pagani garante que os nossos campos já tiveram, na época aurea da araucária, 100 milhões de árvores, mas hoje se tem um volume muito maior do que já foi extraido.
Seu Alfeu Schillisting Filho, disse que somos hoje escravos da gralha, do leão baio, do capeto. “Querem que se preserve a floresta de araucária, mas não nos pagam nada por isso”.
E o prefeito Elizeu Mattos sentenciou:
“Se não houver o manejo a araucária acabará sendo extinta”
Agradeço ao Nilton Wolff pelas fotos