A Câmara derrubou, terça-feira, o veto do prefeito Elizeu Mattos ao projeto de lei orçamentária -LDO – que exigia a autorização da Câmara para que a prefeitura ajude financeiramente as entidades.
O veto foi derrubado com a ajuda dos vereadores da situação: David Môro e Adilson Padeiro.
Entendo que a função da Câmara é fiscalizar e para isso precisa acompanhar esse tipo de ação do Executivo.
Mas, não tenho dúvidas de que os dois vereadores da situação serão cobrados por esse voto.
E foram…
Quando se deu conta do que tinha feito, Adilson Padeiro foi direto ao prefeito Elizeu pedir desculpas. Entregou o David Moro. Seria esse último que teria o convencido a acompanhá-lo no voto. Acho que até terça-feira ele nem sabia o que era veto.
Mas para o David não ficou por isso mesmo. Ontem a prefeitura demitiu 10 funcionários cuja indicações foram suas e dizem que têm mais 13 demissões a caminho.
Padeiro ainda é de outro partido, mas David é do PMDB e pelo visto entende que não precisa acompanhar o partido. Também não ouviu falar do que seja fidelidade partidária.
Não haveria problema de não votar com a situação em qualquer outra matéria não fosse de origem do executivo.
Quem já não ouviu falar que o governante precisa ter maioria no legislativo para garantir a governabilidade? É para essa circunstância. Pode até estar errado, mas é o que se pratica na nossa democracia.