Gerou polêmica na Câmara o pedido de suplementação orçamentária retirando recursos da Saúde para cobrir situações emergenciais. Isso é questão corriqueira, mas em se tratando dessa área alguns vereadores, em especial Juliano Polese criticaram a medida acusando os atuais gestores por não saberem administrar os recursos. Marião observou que 80% dos contrastados nessa administração não têm experiência.
Mas a situação citou algumas situações contestando a argumentação. O vereador Vone observou que em alguns postinhos foram encontrados remédios de três a quatro anos guardados. Apontando que não havia qualquer controle do estoque ou da distribuição dos medicamentos.
Polese até ironizou ao dizer que se com os R$ 84 milhões do orçamento desse ano a secretaria não conseguiu melhorar o atendimento, como fará então no ano que vem quando a proposta orçamentária para a saúde será de R$ 77 milhões?
O líder do governo lembrou Juliano que ficou uma dívida de R$ 9 milhões a pagar. “Mais esqueceu de dizer que ficaram R$ 7,3 milhões em conta e mais um milhão em compra de medicamentos”, respondeu ele.
Rodrigo Silva admitiu que de fato esse dinheiro estava em caixa, mas “ se referem aos repasses federais carimbados e não podem ser utilizados para pagar dívidas”.
Falou também do superfaturamento na compra de oxigênio: uma recarga que pagavam R$ 120,00 hoje se compra por R$ 45,00. “Deixaram de entrar recursos do estado para cobrir essa área, somente para que não fosse entregue o esquema”, denunciou Rodrigo.
O que temos assistido na Câmara são sucessivas discussões, especialmente nessa área, pois ao que parece, Polese ainda não desembarcou da saúde.
