Não entendo esse paradoxo com relação ao incentivo à instalação de empresas. As autoridades vão até o final do mundo em busca de empresas para se instalarem em Lages e não se importam, ou até incentivam que as empresas daqui que vão para outros municípios por não ter terreno para doar. A Rádio Guri levantou essa semana o caso de uma empresa de esquadrias que tem mais de 30 funcionários que utiliza um barracão alugado e tem agora de se mudar para outro local. Vem solicitando um terreno em área industrial para instalar-se desde 2010 e agora foi ao secretário do Desenvolvimento Econômico, Luís Carlos Pinheiro refazer o pedido.

O secretário informou a ele da dificuldade em obter terrenos e garantiu que mais de 150 empresas estão na fila de espera.
O proprietário da empresa de esquadrias explicou a Pinheiro que outros municípios já ofereceram terreno em área industrial, entre eles Correia Pinto, mas que ficar em Lages. Diante disso, Pinheiro confirmou na entrevista na emissora, ter observou que “melhor seria que se instalasse em Correia Pinto, que é um município vizinho do que ir para outro local mais longe.”
Ora bolas, senhor secretário: se a função da secretaria do Desenvolvimento não for o de incentivar e atrair as empresas em Lages não tem nem sentido a sua existência. Não é só apenas do Banco de Emprego, que sobrevive uma estrutura governamental. Se existem 150 empresas na lista de espera, vamos fazer então um grande painel em espaço público para ver quantos estão sendo atendidos por mês.
Pois esse número está só crescendo. Lembro que na administração passada já eram 80 empresas nessa fila. Significa dizer que nenhuma foi atendida até agora. Lembro que esse fato foi alvo de uma matéria polêmica do ex-secretário Dilmar Monarin, também tucano, que ocupava essa mesma pasta na administração Renatinho. Quero crer que não seja essa a orientação do prefeito Elizeu.