O que era um problema acabou por ampliar as possibilidades de ação da prefeitura no que tange ao projeto de revitalização da área central da cidade. Ao se discutir o projeto de cabeamento subterrâneo, o Seplam se deparou com um problema: não estava incluída a mudança da rede dos internet, TV a cabo e telefonia.
Essas não podem simplesmente passar pela mesma canalização da energia elétrica, pois estaria sujeita a interferências. Exige um planejamento à parte. Acontece que, não estando prevista, não estava também no projeto que foi licitado.
Mas, para não atrasar a obra, a prefeitura decidiu bancar o custo dessa alteração. Conversando com o governador sobre o impasse surgido a partir daí, Raimundo Colombo resolveu incluir a prefeitura no convênio que está sendo firmado entre o governo do Estado e uma empresa espanhola que repassará toda as ferramentas e tecnologia para o projeto de revitalização da área central de Lages.
É bom lembrar que esse projeto é a menina dos olhos do governador.
O grupo IDP da Catalunha que está se instalando em SC (Florianópolis), vai usar o projeto de Lages como portfólio, pois será o primeiro centro parametrizado dentro do conceito de cidades inteligentes (Smart City) no Brasil. Isso é: esse projeto prevê desde mobilidade urbana, ao paisagista, acessibilidade e equipamentos dentro de toda a extensão do centro (incluindo também a Via Gastronômica).
Foi a IDP que transformou o município de Sabadell (Espanha), eleita a melhor cidade inteligente do mundo. Segundo o secretário do Planejamento, Jorge Raineski, “vamos aproveitar esse momento em que a Celesc vai abrir as ruas centrais para fazer tudo o que precisa ser feito”. O mega planejamento já está sendo elaborado, e em três meses o pré-projeto será apresentado para que possa receber sugestões, “assim a comunidade poderá contribuir e ao mesmo tempo validar as propostas”, explica Jorge.
Ciclovias estarão conectadas
Paralelamente também está em andamento um projeto de mapeamento cicloviário. Ele cita que hoje existe quatro ciclovias na cidade, mas nenhuma tem conexão com a outra, “não conversam entre si”, constata o secretário do Seplan. A ideia é construir um circuito que permita ao ciclista percorrer a cidade em corredores específicos e seguros. Visualizando para o futuro até a possibilidade de alugueis de bicicletas para o deslocamento de um local para outro dentro da cidade, como já existe na Europa.