Na abertura da Expolages, Pamplona queixa-se das condições das estradas do interior

A Expolages 2026 foi oficialmente aberta no final da tarde desta quarta-feira (7), em solenidade realizada no pavilhão José Arruda Ramos, no Parque Conta Dinheiro, em Lages. Um grande público, formado por autoridades, lideranças empresariais e do agronegócio, expositores, produtores rurais e convidados, ocupou o espaço para acompanhar o ato oficial de abertura de uma das principais feiras de negócios da Serra Catarinense.

Promovida pela Associação e Sindicato Rural de Lages e pela Associação Empresarial de Lages (ACIL), a Expolages reúne diferentes segmentos da economia, com forte presença do agronegócio, da indústria, do comércio e dos serviços.

Na abertura, o presidente da Associação e Sindicato Rural de Lages, Márcio Cícero Neves Pamplona, destacou a evolução da produtividade no campo e defendeu maior apoio à atividade rural, especialmente em infraestrutura. Segundo ele, o produtor conseguiu ampliar significativamente sua produção, mas ainda enfrenta dificuldades para escoar o que produz. Ressaltou também a importância da união entre produtores, entidades e governos comprometidos com o desenvolvimento econômico.

“Não é justo esse produtor que aumentou em 7, 8, 10 vezes a sua produtividade continuar transportando sua produção naquela mesma estrada de chão, puxando o caminhão com o trator. Nós precisamos de um país que acredite no nosso setor, na indústria, no comércio, e nos dê condições de mostrar que temos capacidade de fazer muito mais”, afirmou.

Jerry Comper sinaliza saída do MDB

O encolhimento da bancada do MDB na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) nas Eleições 2026 — que passou de seis para quatro deputados estaduais, enquanto o PL saltou de 11 para 16 cadeiras — acelerou as movimentações nos bastidores políticos. Nesse cenário de reconfiguração, ganha força a possível desfiliação do deputado estadual reeleito Jerry Comper.

A informação, veiculada pelo portal GCD, aponta que a troca partidária de Comper pode se concretizar antes do início da próxima legislatura. O parlamentar já vinha protagonizando divergências com a diretoria do MDB ao longo do ano. A eventual saída do deputado promete gerar impactos diretos no MDB de Ilhota, enfraquecendo a base ligada ao ex-prefeito Dida e aprofundando a fragilidade da sigla no município, onde Comper teve um recuo de mais de 500 votos.

Serra: a região com a menor representação na Alesc

A baixa representatividade da Serra Catarinense na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (ALESC) não é fruto do acaso ou da falta de eleitores, mas sim de uma combinação matemática fatal: a abstenção aliada à extrema pulverização do voto.

Uma análise detalhada do desempenho para deputado estadual em Lages revela um dado alarmante: ao retirar da conta os dois deputados eleitos com forte base local (Lucas Neves e Marcius Machado), Lages distribuiu exatos 26.792 votos entre dezenas de outros candidatos.

Para compreender a gravidade desse número, basta olhar para a dinâmica da ALESC: na maioria das coligações e partidos, uma votação na faixa de 25.000 a 30.000 votos é suficiente para eleger um deputado estadual.  Rodrigo Minotto foi eleito com 27.918 votos.

Isso significa que, além dos eleitos locais, Lages gerou votos suficientes para eleger mais um deputado estadual exclusivo para a região, mas essa votação foi inteiramente fatiada e “exportada” para nomes de fora ou sem viabilidade regional:

Invasão de bases: Candidatos de grandes centros (Florianópolis, Vale do Itajaí, Norte e Sul) vieram buscar fatias de 200, 500 ou 1.000 votos na cidade. Isoladamente parecem irrelevantes, mas somados chegam a quase 27 mil votos.

Divisão interna: A proliferação de candidaturas sem musculatura eleitoral no município diluiu a força do eleitorado, impedindo a consolidação de uma terceira ou quarta candidatura serrana competitiva.

A conta do prejuízo: 53 mil votos fora do foco regional

Ao cruzar os dados da votação pulverizada com o perfil do eleitorado lageano, o mapa do esvaziamento político da Serra se completa:

26.260 eleitores deixaram de ir às urnas (21,08% de abstenção).

26.792 votos foram pulverizados em candidatos que não elegeram a Serra como prioridade de mandato.

Somados, são mais de 53 mil votos desperdiçados ou dispersos apenas no município de Lages.

Enquanto regiões como o Sul, o Norte e o Vale do Itajaí concentram seus votos e garantem bancadas numerosas — conseguindo articular mais verbas, emendas impositivas e prioridade para obras de infraestrutura —, a Serra padece com a falta de peso político em Florianópolis.

O raio-X das urnas deixa uma lição clara para os próximos pleitos: a recuperação do protagonismo político da Serra não depende apenas de combater o desinteresse do eleitor que falta às urnas, mas também de conscientizar a população sobre o custo de “exportar” votos que poderiam estar garantindo mais cadeiras e recursos para a própria região.

O marqueteiro é o culpado

O candidato Lula da Silva já avisou: a culpa é do marqueteiro. Depois do desempenho eleitoral, decidiu substituir Raul Rabelo e recorrer a João Santana para o segundo turno da campanha presidencial. É o velho e conhecido ritual político de procurar um responsável quando os números não correspondem às expectativas.
Esta temporada de caça às bruxas chegou também a Santa Catarina. O deputado Mário Motta (PSD) tenta encontrar uma explicação para a queda expressiva de sua votação: foram 55.013 votos em 2022 contra 34.977 neste ano. No entorno do parlamentar, a comunicação já aparece entre os alvos da avaliação.
Em Lages, onde havia expectativa de uma votação superior a 7 mil votos, Motta recebeu apenas 1.115 votos. A leitura atribuída ao gabinete é de que parte da responsabilidade pelo resultado estaria na equipe de comunicação.
O deputado teria feito uma espécie de “régua geral” nos colaboradores do gabinete e sinalizado que haverá medidas mais duras contra quem não apresentar resultados efetivos ao longo do segundo mandato.
Mas, se em Brasília e nos gabinetes a culpa pode ser jogada no colo dos marqueteiros, em Lages a discussão ganhou outro ingrediente. O vereador Nixon de Oliveira (PL) elevou o tom em manifestação na Câmara de Vereadores e atribuiu à candidata a deputada federal Fernanda Córdova (PL), a responsabilidade pelo fraco desempenho de Marcius Machado nas urnas.
Os dois fizeram dobradinha durante a campanha. Só que Fernanda Córdova recebeu 21.393 votos, enquanto Marcius Machado ficou com 19.003 votos em Lages. A conta que o vereador não fez é em cidades como Urubici, por exemplo, Marcius fez 711 votos e Fernanda apenas 89 votos. Nem por isso Fernanda culpou sua baixa votação neste caso ao Marcius.
O que não sabe Nixon é que, eleição não é uma equação de dois fatores. Voto é resultado de uma combinação de candidato, partido, estrutura, presença territorial, alianças, comunicação, rejeição, memória eleitoral e, principalmente, da decisão individual do eleitor.
Nixon está sendo duramente criticado nas redes sociais por sua manifestação. Há cobranças, reações e até quem já prometa levar o episódio para a próxima eleição.
Uma coisa é certa: Quem transforma resultado das urnas em caça às bruxas talvez precise lembrar que, quatro anos depois, os eleitores também costumam fazer a própria avaliação de quem esteve certo, e de quem apenas procurou alguém para culpar.

Deputada do Psol está visitando as delegacias de Proteção as mulheres

A deputada Carolline Sardá (Psol) disse que está concluindo uma série de visitas a todas as delegacias de Proteção à Criança, Adolescentes, Mulheres e Idosos (Dpcamis) em funcionamento no estado.

Ela manifestou preocupação com a falta de estrutura de pessoal, e o estresse dos servidores com quem dialogou em vários municípios, relacionando essa situação com o aumento de índices de agressões às mulheres. Lembrou que as estatísticas do Observatório da Mulher da Alesc registram mais de 52 mil casos somente este ano.

Carolline criticou quem defende pautas antifeministas e ataca a Procuradoria Especial da Mulher, o Observatório da Mulher e ações desenvolvidas pela bancada feminina para assegurar parcerias com instituições como o Ministério Público, forças de segurança e OAB, entre outras.

Ela lembra que as procuradorias, hoje presentes em vários municípios, ajudam a orientar vítimas e promovem ações educativas. E destaca a importância de se conhecer estatísticas sobre a violência: “Dados públicos geram políticas públicas, que salvam vidas”.

Mário Motta sugere o reforço à segurança nas instituições

O caso da criança de três anos que saiu desacompanhada do Núcleo de Educação Infantil Celso Ramos, no Centro da Capital, foi motivo de pronunciamento do deputado Mário Motta (PSD).

Ele entende que o episódio, a exemplo de outro ocorrido dias antes no município de Braço do Norte com uma criança de um ano e meio, desperta atenção para a discussão sobre protocolos de segurança que atendam o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que consideram a proteção infantil como prioridade absoluta.

O parlamentar sugere o reforço à segurança nas instituições, de modo a garantir plena segurança às crianças e tranquilidade aos pais que confiam a guarda de seus filhos a creches e colégios enquanto vão trabalhar.

Lembrou bons exemplos, citou ações já desenvolvidas em municípios como Caçador e Biguaçu, que envolvem vigilância presencial, câmeras que emitem alertas, sistemas de rondas policiais e protocolos de segurança nas portarias.

Polícia Civil deflagra operação contra grupo que usava “chapolin” para furtar turistas em Urubici

A Polícia Civil de Santa Catarina cumpriu, nesta quarta-feira (7), um mandado de busca e apreensão no município de Itajaí. A medida integra uma investigação que apura a atuação de suspeitos envolvidos em furtos a veículos com o uso do dispositivo bloqueador conhecido como “chapolin”, registrados em Urubici. A ação foi conduzida pela Delegacia de Urubici, com o apoio da Delegacia de Repressão a Roubos de São José e da Delegacia de Homicídios de Itajaí.

As investigações começaram em julho de 2026, após turistas que visitavam a Serra Catarinense relatarem furtos dentro de seus automóveis. De acordo com a polícia, os criminosos selecionavam prioritariamente veículos de alto valor. No momento em que os proprietários acionavam o controle remoto ao se afastar, o grupo usava o dispositivo eletrônico para impedir o travamento das portas. Em seguida, enquanto um suspeito vigiava os passos da vítima, outro entrava no carro desprotegido para subtrair dinheiro, cartões bancários e pertences de valor.

SC é o 10ª produtor de ovos

Santa Catarina alcançou, em 2025, o maior volume de produção de ovos da série histórica iniciada em 2012. Foram 121 milhões de dúzias destinadas ao consumo, resultado que colocou o estado na 10ª posição entre os produtores brasileiros e respondeu por 3% da produção nacional, segundo o IBGE.