A Comissão Parlamentar de inquérito solicitou a prorrogação, por mais 60 dias, dos trabalhos para poder concluir mais algumas investigações. Segundo o presidente da comissão, vereador Maurício Batalha (Cidadania) isso se deve especialmente às pendências de alguns documentos em que tiveram de tomar até medida judicial de busca e apreensão.

Isso porque não foi dado acesso a esta documentação por uma justificativa legal por parte da Procuradoria do Município, através da Secretaria da Saúde.
“Como comissão, nós precisamos ter acesso aos prontuários dos casos duvidosos e não nos foi dado acesso até agora”, explicou Batalha. Antes de obter esta documentação a CPI não tem como concluir os trabalhos de forma correta, como deve ser “até para que possamos, caso tenha de cobrar responsabilidades ou até mesmo isentar o profissional,” disse ele. A comissão entende que só assim se poderá tem um resultado positivo da comissão.
Além da prorrogação, a CPI também requereu aditamento do objeto de investigação incluindo a apuração da regularidade dos estoques de medicamento controladas no Pronto Atendimento Tito Bianchini, “em fase de ocorrência de possíveis desvios ou subtrações”. A partir dos depoimentos foi identificada esta situação e, “em um primeiro momento, por solicitação da Polícia Civil, não pedimos a continuidade das investigações. O próprio delegado autorizou, para não atrapalhar as investigações, que fosse feito este aditamento do objeto, porque não podemos entrar nesta seara sem aprovação do requerimento, sob pena de anular todo o trabalho da CPI”, explicou Batalha. A Polícia Civil já está fazendo as investigações.
E a comissão também levou ao conhecimento ao prefeito que igualmente tomou providências. A CPI tem dados e depoimentos prestados de forma sigilosa que integrarão o relatório final que corroboram tais desvios. Portanto a prorrogação do prazo também atende esta segunda questão relatada.













