Alertar para o risco de acidentes com javalis nas rodovias em SC

O deputado estadual Lucas Neves (Republicanos) voltou a chamar atenção para o perigo que os javalis representam aos motoristas nas rodovias de Santa Catarina.

O alerta foi reforçado a partir de imagens recentes gravadas na SC-114, no trecho entre Lages e São Joaquim, que mostram um bando inteiro de animais na pista durante a noite.

Para o parlamentar, o registro, que viralizou nas redes sociais, expõe um risco enfrentado todos os dias por quem trafega pelo estado.

“Uma colisão com esses animais, na velocidade permitida na rodovia, pode ser fatal. Isso não é hipótese. É risco de morte”, afirmou o deputado.

Além dos acidentes, Lucas Neves aponta outros prejuízos atribuídos à espécie: destruição de plantações, desequilíbrio ambiental com a morte de animais nativos, danos a nascentes e risco sanitário ao estado.

De acordo com o parlamentar, a população de javalis se multiplica em ritmo acelerado, enquanto a resposta de órgãos como o Ibama não acompanha o avanço do problema.

O deputado é autor da lei que retomou a caça da espécie em Santa Catarina. Ele avalia, porém, que as regras no papel não bastam e que o enfrentamento ainda esbarra na burocracia federal.

“Cansei de ver o problema aumentar por causa das regras criadas por Brasília sem o conhecimento real do problema”, disse Lucas Neves, que defende mais autonomia para os estados reduzirem o excesso de exigências do Governo Federal.

Como parte da estratégia, o parlamentar criou o primeiro Censo dos controladores de javali do estado, com o objetivo de mapear as dificuldades de quem convive diretamente com o problema, e marcou uma audiência pública para o dia 9 de julho, no plenarinho da Alesc, para buscar soluções de curto, médio e longo prazo.

“O javali não tem predador natural e se multiplica rápido, e o que antes era caso isolado virou rotina em Santa Catarina. O risco é real. Tem agricultor que perde a lavoura de uma noite pra outra. Tem família que já levou susto na estrada. Essa luta é pela vida de quem trabalha, de quem produz e de quem só quer chegar em casa”, reforçou Lucas Neves.

Cena Viva promove circuito gratuito de artes cênicas

As artes cênicas estarão em destaque em Lages ao longo dos próximos seis meses, com programação cultural gratuita. O projeto Cena Viva – Circuito de Artes Cênicas promoverá a apresentação de seis espetáculos catarinenses, contemplando diferentes linguagens artísticas, como teatro, circo, palhaçaria, teatro de animação e contação de histórias.

As apresentações acontecerão na sede da Associação Cultural Matakiterani, localizada no bairro Petrópolis, e terão frequência mensal. “A iniciativa busca ampliar o acesso da população à produção artística catarinense, estimular a formação de público e fortalecer a atuação de espaços culturais independentes no interior do estado”, explica o produtor cultural e gestor da Maximus Produção Cultural (proponente do projeto), Gilson Maximo.

Ao longo da programação, o público poderá assistir aos espetáculos “Da Beira ao Centro” e “A Dança do Urubu e o Mimizinho Curandô”, da Cia Matakiterani e Grilo Brincante; “Encantados” e “Joaninos”, da Cia Matakiterani; “Historinhas com Bonecos de Pano”, da Menestrel Faze-Dô; e “Pequeno Circo de Variedades”, da Cia Circo-Íris (Florianópolis).

Instalada a iluminação no trevo de Palmeira

O deputado estadual Marcius Machado (PL) comemorou a instalação da iluminação no trevo de acesso ao município de Palmeira, às margens da SC-114. A melhoria foi concluída na última semana e integra uma série de investimentos destinados pelo parlamentar para reforçar a segurança nos acessos dos municípios da Serra Catarinense.

“Fico muito feliz em ver mais uma obra concluída. A iluminação dos acessos aumenta a segurança e oferece mais tranquilidade para quem precisa trafegar à noite”, destacou o deputado.

Além de Palmeira, a iluminação já foi instalada em Bocaina do Sul, no trevo da BR-282 e no perímetro urbano da rodovia; em Bom Retiro, no trevo de Santa Clara; em Painel, no Trevo Alemão; e em Rio Rufino, no acesso pela BR-282.

Outros investimentos seguem em andamento na região. Em Bom Retiro, há mais R$ 100 mil destinados para a iluminação do acesso à cidade. Em Painel, outros R$ 200 mil já foram garantidos para uma nova etapa da obra. Em Capão Alto, os recursos aguardam licitação.

Em Lages, a iluminação no acesso da Ambev já foi instalada e aguarda apenas a ligação da rede elétrica. Já em São José do Cerrito, os recursos serão repassados neste mês para o início do processo licitatório.

“Cada trevo iluminado representa mais segurança e modernidade para quem utiliza nossas rodovias. Seguiremos trabalhando para levar melhorias aos municípios da Serra Catarinense”, concluiu Marcius.

Correia Pinto: videomonitoramento colaborativo

A Câmara de Vereadores de Correia Pinto celebrou a promulgação da Lei nº 2.759/2026, de autoria do vereador Diego de Souza Furtado (Dieguinho) que tem como objetivo fortalecer o sistema de videomonitoramento local e ampliar as ações de prevenção e combate à criminalidade.

Proprietários de imóveis (residenciais, comerciais e industriais) e empresas de segurança privada poderão compartilhar, de forma voluntária, imagens de suas câmeras de segurança com o Poder Executivo Municipal. A adesão ocorrerá via chamamento público e termo de adesão. O município poderá disponibilizar o acesso a essas imagens para a Polícia Militar e a Polícia Civil de Santa Catarina por meio de convênios.

A legislação assegura que o armazenamento e o uso das imagens devem respeitar a Constituição Federal, a privacidade dos cidadãos e a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Ponte alta terá de adequar as unidades de saúde às normas de acessibilidade

Fazer com que o Município de Ponte Alta adeque suas unidades de saúde às normas de acessibilidade, com a eliminação das barreiras arquitetônicas e comunicacionais existentes. Esse é o objetivo do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) para garantir à população estruturas como acessos adequados, rampas, corrimãos, sanitários adaptados, sinalização acessível, circulação interna compatível com as normas técnicas, vagas reservadas e demais medidas necessárias para assegurar autonomia e inclusão. 

Nesse sentido, a Promotoria de Justiça da Comarca de Correia Pinto ajuizou uma ação civil pública com pedido de tutela de urgência após mais de dez anos tentando resolver a situação de forma extrajudicial. Um levantamento realizado em 2015 identificou diversas irregularidades estruturais incompatíveis com a legislação, e outras vistorias técnicas realizadas ao longo do período apontaram falhas graves nas unidades de saúde dos bairros Vila Nova, Centro, Cerro Verde e Cerrado. 

Entre os problemas, estariam a ausência de rotas acessíveis, rampas inadequadas, falta de pisos táteis, inexistência de vagas reservadas devidamente sinalizadas, sanitários sem adaptação, deficiência de sinalização visual, sonora e tátil, ausência de atendimento adequado para pessoas com deficiência auditiva e inadequação de equipamentos e mobiliários. 

Ao longo da apuração, o MPSC requisitou informações, requereu a realização de diagnósticos e solicitou sucessivas adequações. O Município de Ponte Alta chegou a apresentar medidas paliativas, mas nunca comprovou a efetiva regularização dos problemas apontados. Assim, diante da persistência das irregularidades, concluiu-se que a solução não viria pela via extrajudicial, tornando necessário o ajuizamento da ação civil pública. 

A Promotora de Justiça Camila da Silva Tognon reforça que o Município de Ponte Alta vem descumprindo normas constitucionais e legais que garantem a acessibilidade e o acesso universal aos serviços públicos de saúde. Entre os fundamentos jurídicos utilizados para embasar os pedidos estão a Constituição Federal, a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, a Lei da Acessibilidade e as normas técnicas da ABNT. 

“A manutenção das irregularidades representa uma violação contínua de direitos fundamentais. Após quase uma década de tentativas de solução extrajudicial, as barreiras arquitetônicas, urbanísticas e comunicacionais ainda impedem que pessoas com deficiência tenham acesso digno, seguro e autônomo aos serviços públicos de saúde, tornando necessária a busca do Poder Judiciário”, ressalta a Promotora de Justiça. 

Agora, o MPSC aguarda a manifestação da Justiça sobre o pedido de tutela de urgência, uma vez que a permanência das irregularidades continua dificultando o acesso de pessoas com deficiência, pessoas com mobilidade reduzida e idosos aos serviços públicos de saúde. Segundo a ação, “o risco é atual e permanente, uma vez que os obstáculos persistem mesmo após anos de tratativas administrativas”. 

Celesc cancela programa na Usina Caveiras

NOTA OFICIAL

Celesc e Prefeitura de Lages cancelam edição do ‘Portas Abertas’ na Usina Caveiras devido às condições climáticas

A Celesc e a Prefeitura de Lages informam o cancelamento da edição do evento Portas Abertas, que seria realizado neste sábado, 20 de junho, na Usina Hidrelétrica Caveiras. A decisão conjunta foi tomada de forma preventiva em decorrência do alerta de piora significativa nas condições climáticas previstas para a região serrana neste sábado. Como o evento previa uma série de atividades ao ar livre e visitações técnicas, a medida visa garantir, em primeiro lugar, a segurança e o bem-estar de toda a população, expositores e equipes de trabalho.

A Celesc e o município agradecem a compreensão de todos e informam que a possibilidade de uma nova data para a realização do evento será avaliada e divulgada oportunamente nos canais oficiais.

“Não dá a mínima”, diz Samuel

Ao tomar connhecimnto da denúncia formulada junto ao Ministério Público, o chefe de gabinete da prefeita Carmen, Sanuel Ramos, disse ” não dar a mínima”. Para ele não importa a opinião pública.

Ele recebe R$ 13 mil como chefe de gabinete e mais R$ 4 mil como integrante do Jari.

 

Só Otacílio Costa teve um crescimento de 484% no valor adicionado do turismo

Entre 2019 e 2025, a região da Amures registrou crescimento de 195% no valor adicionado do turismo — indicador que mede a riqueza gerada pelas atividades econômicas do setor. A informação foi apresentada pelo presidente da Amures e prefeito de Otacílio Costa, Fabiano Baldessar, durante sua fala no lançamento da Estação Inverno.  Baldessar destacou que a região passou de R$ 141 milhões para mais de R$ 416 milhões em geração de riqueza no período.

O resultado considera atividades como hotelaria, hospedagem, restaurantes, bares, gastronomia, eventos, agências, operadoras de viagens e serviços de guiamento turístico.

“Só Otacílio Costa saiu de R$ 1,1 milhão em 2019 para R$ 6,5 milhões em 2025, crescimento de 484%. Nosso desafio é manter essa expansão econômica de forma integrada entre os municípios”, afirmou.

Segundo dados do setor de Movimento Econômico da Amures, o turismo da Serra Catarinense apresenta um dos melhores desempenhos de crescimento em Santa Catarina, considerando apenas empresas formalmente registradas.

Os prefeitos da região já identificam no turismo uma nova frente de fortalecimento da matriz econômica regional, especialmente diante das mudanças previstas na reforma tributária, que tende a ampliar a arrecadação vinculada ao consumo no território.

Ainda conforme levantamento da Amures, entre 2024 e 2025, o turismo movimentou mais de R$ 40 milhões adicionais em valor agregado na economia regional.

Como forma de consolidar ações permanentes para o setor, o presidente da Amures entregou ao governador as cartilhas do programa Turismo na Escola, iniciativa voltada à formação de professores e multiplicadores para incentivar, entre as futuras gerações, a percepção do turismo como atividade econômica.

BR-282: Setor produtivo rejeita proposta da ANTT

A proposta da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para conceder trechos das BRs 153, 282, 470 e 480 em Santa Catarina à iniciativa privada abriu uma nova frente de pressão entre entidades empresariais do Oeste. Em audiência pública realizada em Chapecó, a CDL Chapecó e as entidades coirmãs (CEC, SICOM e ACIC) criticaram o reduzido alcance das obras previstas e defenderam a duplicação integral da BR-282, principal eixo de ligação da região com o litoral e com os corredores de exportação. Juntos, somam mais de 680 quilômetros em concessão, com prazo previsto de 30 anos. 

Para o presidente da CDL Chapecó, Roni Tasca, o projeto apresentado frustrou a expectativa das entidades. Segundo ele, o ponto central da divergência está na diferença entre o custo que será imposto aos usuários e o volume de duplicações previsto no projeto.

“A audiência pública nos causou espanto e indignação. Primeiro, porque deixou claro que o governo não vai colocar dinheiro público na duplicação. Segundo, do total proposto para ser concessionado, percebemos que menos de 30% terá duplicação e o restante receberá apenas terceiras faixas, trevos e passarelas. O nosso maior problema hoje é a duplicação. Terceiras faixas ajudam, mas não resolvem o problema da BR-282”, afirmou Tasca.

Na avaliação da CDL, a cobrança cria um novo custo para empresas, transportadores e consumidores sem entregar a solução esperada para a logística regional. Tasca estima que o deslocamento de Chapecó ao litoral poderia custar cerca de R$ 70 em pedágios para um automóvel, enquanto caminhões pagariam valores superiores, de acordo com o número de eixos.

Outro ponto de crítica é o cronograma. Segundo o presidente da CDL, se o processo avançar nos termos atuais, a concessão começaria em 2028, mas as obras de maior porte só ganhariam ritmo a partir de 2030. A previsão de conclusão, segundo ele, poderia chegar a 2037, com cobrança ativa durante todo o período contratual.

PONTOS CONTESTADOS PELAS ENTIDADES

Duplicação limitada

Projeto prevê duplicação em menos de 30% dos trechos concedidos

Pedágio sem obra integral

Cobrança por 30 anos sem garantia de duplicação completa

Pontos de pedágio

Locais precisam ser revistos para evitar impacto em áreas urbanas

Chapecó-Irani

Apenas 29 dos cerca de 98 quilômetros teriam duplicação prevista

Cronograma longo

Obras só avançariam a partir de 2030, com conclusão estimada para 2037, sem duplicação integral

Trechos estratégicos

Não está prevista a inclusão do trecho São Miguel do Oeste-Chapecó