Olivete Salmória
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Nenhum terreno retornou à prefeitura e vereadores criticam a falta de ação da secretaria do Marião

 

Há certa de um mês o vereador Lucas Neves (PP) fez um pedido de informação a respeito da Lei da Reversão dos terrenos doados pela prefeitura. Isso porque a Secretaria de Desenvolvimento Econômico anunciou por várias vezes que estava fazendo a reversão destes terrenos, mas de outro lado inúmeros empresários estão solicitando áreas e não são atendidos.  Nesta semana ele recebeu a resposta em oito sucintas linhas e levou ao conhecimento do plenário.

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“Fizemos o questionamento para saber porque esta lei não estava sendo cumprida pela prefeitura e a resposta foi bem econômica: foram encaminhados oito processos nos últimos dois anos e não houve nenhuma reversão”. Soube também que três pequenas empresas receberam terrenos nos últimos dois anos.

“Talvez seja por este mesmo motivo, a falta de incentivo, que recebemos tanta gente em nosso gabinete pedindo emprego. No ano passado, de acordo com dados do Caged, nós tivemos um saldo de 20 míseras vagas. Se não tivesse aberta a Havan, o saldo seria negativo”, contabilizou o vereador.

“A lei não é cumprida e pelo jeito não tem um real para poder comprar um terreno e estamos com uma fila de desempregados que aumenta a cada dia,”disse ele.

 

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Maurício Batalha lembrou que a atual administração poderia retomar o projeto do Business Park, o condomínio industrial fechado, da administração passada, que disponibilizaria em torno de 300 terrenos, dos quais 100 ficariam para o município doar a quem quisesse.

O terreno ainda está lá (terreno da Sinotruk) e conforme Maurício, a prefeitura está tentando negociar com o estado, mas vai ter de pagar por ele. Lembra que o projeto estava pronto, com empresas já pré-contatadas em fase de confirmação da vinda de oito a 10 empresas de porte médio e grande, e com pessoal fazendo a captando em outros estados. O grupo empreendedor prospectava a abertura de 20 mil empregos em 10 anos.

“Faço um apelo para que a prefeitura retome o projeto, seja com o grupo que tinha sido contratado ou com outro”, disse. Lucas também havia perguntado quais as dificuldades que a prefeitura estava encontrando para fazer a reversão dos terrenos doados e que não foram utilizados pelos empresários e a resposta que teve foi de que “são pertinentes ao entendimento jurídico. Tão medíocre quanto a resposta deste pedido de informação é a gente saber a informação de que apenas três empresas, em dois anos, foram beneficiadas e não conseguiram fazer nenhuma reversão".

O presidente da Câmara, Vone Scheuermann (MDB) se propôs a marcar uma reunião com o prefeito para pedir agilidade, pois ele mesmo tem conhecimento de empresário que recebeu área, embora tivesse dinheiro suficiente para adquirir uma, não construiu e não quer devolver.

 

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