Olivete Salmória
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Têm prefeitos que ainda não entenderam que vivemos em outros tempos

Em menos de um mês o prefeito de Bom Retiro e presidente da Amures, Vilmar Neckel (PP) teve dois despachos da justiça por improbidade administrativa em diferentes atos praticados em sua gestão. No primeiro deles teve seus bens bloqueados por conta da contratação de advogado pela prefeitura para o defender em ações particulares. E nesta última semana também teve o bloqueio de seus bens no valor de R$ 1 milhão também por improbidade administrativa.

Neste caso, se infrutífera a localização de bens e valores, o Promotor de Justiça pleiteou que fosse deferido o bloqueio de 30% do subsídio percebido, mês a mês, até atingir o valor total da multa civil e do dano ao erário.

Desta vez a improbidade se refere a utilização de bens e serviços públicos para a construção de casa de campo de um servidor com a anuência do prefeito.

A casa do servidor público José Carlos Pereira foi construída com material da prefeitura, mão de obra de servidores e ainda a prefeitura custeava até as refeições servidas aos operários. Se servia dos bens públicos como se fossem seus. Isso que como secretário de Obras, na administração de José Melo também foi alvo de inquérito civil pela aquisição de mais de seis mil tubos de concretos que teriam desaparecido. Portanto, nem as ações do Ministério Público e o boqueio dos bens serviram de alerta ao prefeito Neckel que segue em sua trajetória política agora na presidência da Amures.

Como dispõe da maioria na Câmara de Vereadores não se preocupa também com o legislativo, pois já teve caso de prefeitos com mandatos cassados por causas bem menores. Contudo, está ficando banal a prática da improbidade administrativa nas prefeituras. Também nesta semana, outro prefeito da região, desta vez de Alfredo Wagner, Naudir Antônio Schmitz (MDB), teve o bloqueio dos bens a pedido do Ministério Público pela contratação do posto de combustível de sua irmã para abastecer os veículos da prefeitura. Situação idêntica a verificada em São José do Cerrito, no primeiro mandato de Arno Marin.

Só sustou a contratação do posto de combustível da filha quando o Ministério Público assim determinou. Como vemos, a tão propalada moralidade pública ainda é apenas argumento de discurso de muitos administradores municipais.

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