Olivete Salmória
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MP denuncia seis pessoas envolvidas no assalto do Sagrado

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) apresentou na Comarca de Lages denúncia à Justiça contra seis pessoas pelos crimes de associação criminosa e roubo qualificado. A denúncia foi recebida pelo Poder Judiciário e todos os envolvidos, que se tornaram réus em ação penal, tiveram a prisão preventiva decretada, conforme requerido pelo Ministério Público.

A denúncia da Promotoria de Justiça de Lages relata o crime, que ocorreu no dia 19 de janeiro deste ano, foi idealizado por Emerson Barros, sobrinho das vítimas, a fim de roubar um cofre que conteria, supostamente, R$ 700 mil.

Emerson, que tinha todas as informações necessárias para o roubo - como rotina da família, bens que possuíam e rota de fuga - contatou Erik Dione Prado Cardozo, o qual se encarregou de juntar os demais integrantes para formar a associação criminosa: Edenilson Chagas e sua namorada adolescente, Diego Santos, Everton Luciano de Lima e Veronel Marques. O grupo se reuniu e pernoitou na casa de Veronel, em Barra Velha, na noite anterior ao roubo para preparar o crime.

Assim, por volta do meio dia de 19 de janeiro, Edenilson e a namorada bateram palmas em frente a casa das vítimas. Eles foram atendidos pelo filho das vítimas, e perguntaram se tinham uma casa para alugar. Com resposta negativa, a adolescente pediu para entrar e usar o banheiro, no que foi autorizada, e assim foi permitido o ingresso do casal de criminosos na residência, onde também estava a mãe da família.

Ao entrar na casa, com arma em punho, Edenilson e a adolescente anunciaram o roubo. Em seguida, Erik também entrou na casa e os três criminosos agrediram, amarraram e amordaçaram a mãe e o filho, ameaçando-os de morte caso não indicassem onde estava escondido o cofre.

Diante da recusa em fornecer informações, Erik tirou todas as balas de um dos revólveres, menos uma, e passou a fazer roleta russa no filho da vítima. Ainda assim, os criminosos não receberam as informações, mas encontraram o cofre com base no que foi repassado pelo sobrinho.

O cofre foi, então, colocado no porta-malas do automóvel das vítimas e levado a outro ponto da cidade, onde Diego e Everton esperavam com outro veículo, no qual colocaram o cofre e empreenderam fuga, voltando para a casa de Veronel, em Barra Velha. No esconderijo, arrombaram o cofre "o qual tinha, na realidade R$ 45 mil" e dividiram o dinheiro.

De acordo com o Ministério Público, os seis integrantes do grupo cometeram os crimes de associação criminosa, roubo qualificado por dissimulação e tortura e corrupção de menores. À exceção de Veronel, todos foram também denunciados por porte ilegal de arma de fogo. A ação ainda não foi julgada pelo Poder Judiciário. (Ação Penal n. 0001793-47.20189.8.24.0039)

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