Olivete Salmória
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É a imprensa e não a Secretaria de Saúde que tinha de checar a lista?

Prefeito Antônio Ceron chamou ontem a imprensa e os vereadores para xinga-los pelo que chamou de vazamento das informações da CPI do Pronto Atendimento de que na lista dos óbitos divulgados pela Secretaria da Saúde estaria incluído o nome de uma pessoa viva, conforme o que checou membros da comissão. Segundo o que explicou o prefeito seria um caso de homônimo.

A pessoa que procurou a CPI tem o mesmo nome da que faleceu em 1º de dezembro do ano passado no Pronto Atendimento, é quase da mesma idade e que até moram em bairros próximos. Entende que embora houvesse o erro material (uma vez que apenas trocou o telefone de uma pelo da outra), a imprensa teria errado ao não checar a informação.

Em suma, a imprensa é a culpada e não o setor público que expediu a informação “equivocada”. Agora se a imprensa tem de chegar todas as informações oficiais fica impraticável o exercício da profissão. Se temos de responder até pela informação oficial, afinal qual será a fonte que podemos considerar confiável? A imprensa tem de partir do princípio de que a informação expedida por um órgão oficial tem de estar eivada da verdade.

O próprio poder público tem de responder pelas informações que expede e se responsabilizar por elas. Não seria muito mais fácil e justo que a Secretaria da Saúde simplesmente esclarecesse o equívoco sem sair caçando culpados?

Será que precisaria o prefeito chamar a imprensa e vereadores para xingá-los por propagar e divulgar a informação? Estamos aqui invertendo papeis. Em defesa do prefeito a vereadora Aidamar Hoffer disse que deveria haver uma lei que proíba que os membros da CPI divulguem informações antes de se concluir os trabalhos. Espécie de lei da mordaça. Mas o prefeito a contradisse ao isentar o presidente da CPI, Maurício Batalha que levantou o assunto na tribuna, “que é um lugar sagrado”.

Só esqueceu de dizer que o que é divulgado na tribuna é também público e é o vereador e não a imprensa que tem de responder pelo que diz.

 

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