Olivete Salmória
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Pacientes de fora de Lages têm horário para atendimento no Pronto Atendimento

Atenção moradores de São José do Cerrito, Bocaina do Sul e Painel. Nem adianta se deslocar para o Pronto Atendimento Tito Bianchini antes das 17 horas, porque antes deste horário não podem ser atendidos. É o que diz um cartaz fixado no local. A justificativa é a organização do fluxo de atendimento. Como se doença seguisse alguma ordem de atendimento. Surgisse em um determinado horário e justamente naquele que o pronto socorro está autorizado a atender. 

O assunto foi levado ao ar hoje, no programa do repórter Daniel Goulart.

A secretária Odila Waldrick disse que dentro do colegiado das secretarias de saúde dos municípios da região foi compactuado que até as 17 horas os pacientes serão atendidos em seus próprios municípios cuja estrutura de atendimento fica aberta até este horário.

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Um caminhoneiro de Correia Pinto estava carregando seu caminhão em Lages e foi levado para o pronto atendimento e não foi atendido. Levado à emergência do Hospital Nossa Senhora dos Prazeres, também não foi atendido. É possível?

O horário de atendimento foi pactuado porque a Tito Bianchini não tem mais condições de continuar recebendo todo este fluxo de pacientes e já gasta R$ 1 milhão/mês, segundo Odila.

Hospital de São Joaquim recebe R$ 100 mil/mês para atender urgência e emergência. E, pela pactuação os pacientes de Painel deverão ser atendidos em São Joaquim que fica muito mais distante do que se fosse conduzido à Lages. Além de que o hospital não tem equipamento. Só dispõe de um Raio X.

Na Odila diz que já está sendo encaminhado um acordo a respeito do pronto atendimento de forma que os municípios participem com recursos para poder continuar atendendo a região.

Terça, 12 de Março de 2019 12:35
Escrito por: Olivete Salmória | Última atualização em Terça, 12 de Março de 2019 13:09

Comentários  

 
#1 Ricardo 12-03-2019 15:10
Para mim, essa parece uma ordem manifestamente ilegal, e ordens ilegais não podem ser cumpridas. Os que cumprirem tal determinação poderiam ser demandados judicialmente, pois, Omissão de socorro é tipificado como crime. Não faz muito tempo vimos o recebimento da denúncia do MPSC contra profissionais de saúde do SAMU e dirigentes administraram o serviço em SC pela morte de uma criança. Parece que em Lages querem seguir o mesmo caminho. Quero ver se um paciente vir a óbito devido a ter sido jogado de um lado para o outro sem que quem tinha o dever de dar suporte o fizesse.
 

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