Olivete Salmória
salmoriaolivete@gmail.com


Parceiros

 

Lages.jpg

 

unnamed_18.jpg

 

Arquivo

 
Justiça acolhe denúncia contra médicos e socorristas do Samu

O Juízo da Vara Criminal da Comarca de Mafra acolheu a denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) contra sete diretores, cinco deles médicos, e dois médicos socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) catarinense por conta da morte de uma criança de um ano de idade causado pelo atraso no atendimento em função da falta de combustível para a ambulância. Eles foram denunciados por homicídio qualificado por motivo torpe, com dolo eventual - ou seja, considera que, ao se omitirem, os acusados assumiram o risco do resultado que sabiam possível, a morte da criança.

Na ação, o Promotor de Justiça Rodrigo Cesar Barbosa, da 2ª Promotoria de Justiça de Mafra, demonstra que quatro dirigentes do SAMU negaram a possibilidade de abastecimento da ambulância por terceiros, mesmo tendo plena ciência da gravidade do caso: o Gerente-Geral, Carlos Eduardo Pereira Carpes; a Diretora de Projetos, Fernanda Cássia Ferrari Lance; o Supervisor-Geral, Rodrigo Willens Fernandes; e o Coordenador Regional do SAMU, Fábio Augusto Selbach. Os médicos socorristas Marielson Marciniak e Bruno Aurélio Campos Faquinha também foram denunciados por, mesmo acompanhando o caso pessoalmente, não autorizarem o abastecimento por terceiros.

O MPSC também denunciou os médicos reguladores regionais José Carlos Mansur Ferreira, Daniel Vanderlei Schwingel e Bruno Aurélio Campos Faquinha. Os três, pelo cargo que ocupavam, tinham a prerrogativa, segundo o MPSC, de requisitar recursos ou serviços públicos ou privados ante a excepcional situação de emergência, mas não o fizeram.

Adicionar comentário

Código de segurança
Atualizar Código