Olivete Salmória
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Câmara gasta R$ 300 mil por ano só com vencimentos de um funcionário

Conversei com o vereador Amarildo Farias (PT) que está retornando às atividades da Câmara depois de passar por uma pequena cirurgia. Ele garantiu que conversou com os demais membros da mesa e não haverá mais contratações além dos 20 cargos comissionados.

Isto é, através da empresa terceirizada. Serão apenas os 14 já existentes. Ocorre que a mesa estava se articulando para incluir mais cinco vagas na empresa terceirizada mas, ao que parece, foi abortada a ideia. Na realidade a Câmara não para de gerar fatos e alimentar nossas páginas, pois cada dia se descobre novas facetas.

Em função de tais contratação acabei chegando até o funcionário que deveria fazer este controle interno, e por quem todas as ações no legislativo deveriam passar. Pelo visto é inoperante.

Foi no portal transparência que encontrei os dados deste servidor efetivo, portanto concursado, na função de controlador interno, e levei um susto quando me deparei com seus vencimentos de R$ 21,7 mil, sendo que em dezembro, com o 13º terceiro recebeu nada menos do que R$ 55. 256,00.

Você já pensou ganhar esta fábula e ainda não fazer nada? Os vencimentos são de R$ 11,9 mil, mas está cheio de penduricalhos, como R$ 4.191,00 de triênio; R$ 1.696,00 de função gratificada; R$ 239,00 de promoção funcional; e pasmem: R$ 695,00 de vale alimentação e mais R$ 2.993,00 de incentivo a titulação.

Só ele consume R$ 300 mil da verba destinada ao legislativo por ano. Mais que o prefeito.

Com este salário ainda precisa de incentivo à titulação e vale alimentação? Realmente não tem limite a capacidade destes políticos de criar vantagens e expedientes para aumentar a renda dos que já ganham muito.

Se repete aqui a velha frase: pode até ser legal – pois eles criam as regras e leis para validar os privilégios – mas é imoral. Não acredito que um sujeito que exerce um cargo deste contribui com a comunidade, pois com tantos privilégios vai querer se incomodar barrando uma licitação, impedido gastos ou contratações? Obviamente que não. Só acredito mesmo que a política mude a partir do dia em que se acabe com estes altos salários e benesses no poder público, como por exemplo a concessão de R$ 33 mil de auxílio mudança para os deputados federais eleitos ou reeleitos.

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