Olivete Salmória
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Lembrando os fatos em nome da verdade

O secretário de Serviços Urbanos, Euclides Mecabô, por quem tenho o maior respeito, uma vez que se esforça ao máximo para prestar um bom trabalho na área em que foi escalado pelo prefeito Antônio Ceron -embora receba críticas, creio que é um secretário que está sempre a postos para atender a comunidade - se equivocou ao fazer um comentário.

Nesta semana ele falava em entrevista a respeito de um episódio ocorrido quando ainda era vereador, na década de 1995 quando Fernando Coruja era prefeito de Lages. Me senti na obrigação de tocar no assunto, uma vez que acompanhei o processo de perto, para restituir a verdade, ainda mais que Mecabô disse que pretende escrever um livro para contar de sua vida política. Temo que se imortalize uma inverdade. Até hoje, Tchá Tchá é apontado como o vereador que impediu a construção do shopping em Lages naquela época.

Dizia ele que impediu que o terreno da antiga rodoviária, na Av. Dom Pedro II fosse doado a uma empresa privada que pretendia construir ali um shopping, sem nenhuma garantia de que isso viesse ocorrer. Mas isso não foi o que aconteceu.

 

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Fernando Coruja com o deputado Décio Ribeiro e o vice-prefeito Cosme Polese

 

Na realidade, o prefeito Coruja repassou esta área ao LagesPrevi para que este tivesse participação no empreendimento. O terreno foi repassado, tanto que anos depois, na administração de Raimundo Colombo, o terreno voltou à prefeitura, para então, sim, ser repassado a uma empresa para que ali fosse construído o tal shopping. Foi quando a antiga rodoviária foi implodida, num espetáculo que aconteceu em um sábado à tarde acompanhado por toda a comunidade. Também o investimento não aconteceu.

Quando o então prefeito Coruja repassou o terreno ao LagesPrevi, atendia a uma preocupação sua de que chegaria o dia em que o instituto enfrentaria a situação em que se encontra hoje, sem dinheiro para pagar as aposentadorias. A ideia era que o instituto tivesse um fundo capaz de arcar com o valor das aposentadorias. O fundo seria formado pelo que o investimento lhe renderia mensalmente desta sociedade.

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O então vereador Euclides Mecabô com o governador Jorge Bornhausen. Ele integrava o PFL

A campanha que teve à frente o vereador Euclides Mecabô, da bancada da oposição, abortou a ideia, pois movimentou toda a classe lojista que se voltou contra, temendo o esvaziamento do comércio na área central.

Quem tiver dúvidas quanto à veracidade dos fatos basta buscar os jornais da época para confirmar.

Segunda, 28 de Janeiro de 2019 11:32
Escrito por: Olivete Salmória | Última atualização em Segunda, 28 de Janeiro de 2019 11:40

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