Olivete Salmória
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Gerson disse que ele não dispensou o apoio do MDB

O vereador Gerson dos Santos está bastante decepcionado com as circunstâncias em que ocorreram as eleições da câmara a qual ele aguardava com ansiedade desde o início da legislatura. Suas chances eram claras especialmente porque, garantiu ele, fora os membros de sua bancada – tirando o Jair Júnior com o qual ele já não contava – mas havia prometido de abster de votar, outros dois vereadores prometem seus votos, portanto não tinha porquê dar errado.

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Desde o início da legislatura ele já vinha desenhando sua gestão na presidência do Legislativo que viu adiada por mais de uma vez. Contava com o voto de pelo menos três da bancada de oposição, um dos quais Maurício Batalha, amigo de longa data, que lhe foi fiel. Conta que foi para a sessão em que houve à votação disposto a não registrar a chapa porque sabia que não seria eleito, mas um dos vereadores que já estava na chapa adversário veio a ele dizendo que iria retirar seu nome para apoiá-lo. Não o fez.

Gerson diz que tem uma gravação como prova de que não refutou o apoio do MDB, pois inclusive o partido já estava contemplado em sua chapa. Tem consciência de que a estratégia da oposição é parte da política, mas o que o deixou descontente, foi a enganação, a mentira, a falta de palavra de alguns que a sua frente lhe declarava o voto enquanto articulava sua derrota por traz.

Não sabe dizer ainda se tentará ou não, no ano que vem, concorrer mais uma vez, mas se surgir a oportunidade não a deixará escapar. “Não sou de desistir, se tiver oportunidade estarei brigando por ela”. Lembra que a última eleição não foi fácil, isso pela onda de mudanças que já iniciou ainda lá em 2016 e também pelo fato de ter mudado de partido.

 

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Fazendo um balanço de sua trajetória, Gerson cita que passou muita coisa para chegar onde chegou, por isso não desiste com facilidade. Sabe que na corrida a prefeitura, mesmo dentro do seu partido, são poucas as chances de candidatura, mas com certeza deve ir à reeleição para conseguir um terceiro mandato.

 

Neste caso agora o partido não interferiu? Nem o prefeito? Mas, não houve interferência da eleição da Aidamar Hoffer, no primeiro ano?

- Na verdade, tanto a eleição da Aida como do Marin eu fui o interlocutor da negociação e teve um consenso, portanto não houve a interferência seja do partido quanto do prefeito. Claro que nos reunimos e conversamos, pois temos a maior bancada e é natural que isso aconteça. Obviamente que o prefeito não se envolve. Fica torcendo, mas não interfere, pois é uma situação delicada e ele está ligado em outras coisas. Ele estava muito preocupado com os projetos que nós tínhamos que aprovar e que foram aprovados no pacote de mais de 70 projetos. Só emenda eram 53, então imagina se tivesse de discutir uma por uma, mas consegui o consenso destas 53 emendas. Fico feliz por isso. Como líder de governo, nestes projetos, estou profundamente realizado. 100% dos projetos do executivo, nos dois anos, foram aprovados. Gostando ou não, está é uma situação muito difícil pois apresenta à oposição oportunidade para contestação. A gente tem harmonia entre os vereadores para chegar ao entendimento, embora sempre haja votos contra, mas a maioria a gente conseguiu convencer. Houveram apenas quatro emendas do Jair (Júnior – na verdade foram oito – que ele foi convencido a retirar quatro e, na discussão, conseguimos mostrar que as emendas realmente iriam atrapalhar a execução orçamentária em janeiro. Conseguimos derrubar estas emendas e passou somente uma que provavelmente vai voltar em janeiro ou fevereiro. De outro lado isso que não posso chamar de traição, mas falta de palavra, eu não consigo lidar com isso. O Vone (Scheuermann) venceu por um conjunto de fatores.

Realmente você negou ao MDB a participação na sua chapa, como destacaram os vereadores do partido?

- Eu nunca disse, em hipótese nenhuma que eu não queria o apoio do MDB. Inventaram isso porque é a única forma de esconder a palavra dada, de dar uma justificativa. Não vou te enviar porque é muito confidencial, mas eu tenho a gravação. Quando eles pediram para conversar comigo eu já sabia o que viria. Por isso eu gravei a conversa - única conversa que gravei na minha vida – e por nenhum momento em toda a longa conversa se falou isso. Tanto que na chapa que eu já tinha pronta tinha o espaço do MDB.

Em que momento essa chapa foi alterada?

- Não foi alterada, apenas não foi preenchida com os nomes, pois estávamos esperando que eles nos apontassem. Podia ser de 1º vice presidente, 2º vice, secretário, etc... estávamos com o grupo que a gente conversou que estariam na mesa e ninguém estava disposto a negociar o cargo ou condicionar a participação pois evoluímos muito nesta negociação. De fato, nunca, em momento nenhum refutei apoio. Eu só tive a conversa com o MDB a pedido do Vone – que já tinha se lançado candidato à presidência há tempos atrás -, o Thiago (Oliveira) e o David (Moro) já estavam comigo. O próprio Thiago já me deu a palavra uma vez e não cumpriu

O que você disse a eles?

 

- Na verdade eu expliquei que tínhamos um grupo para formar a mesa e que eles tinham espaço também dentro do processo. Só que a conversa foi muito mais longa. Na verdade os nomes já estavam na mesa e por isso foi aquilo que falei, se faltou com a palavra. No caso de Jair já era esperado que não votaria em mim. Ele mesmo chegou para mim é disse: Gerson, você sabe que eu admiro o teu trabalho mas. não tem como votar em você porque tenho uma pretensão política lá na frente e vão dizer que eu votei com o líder do governo a mando do executivo. Me disse então que iria se abster para não me prejudicar. Não ajuda, mas também não iria atrapalhar. Acabou votando no Vone. Eu nem ia mais concorrer, mas uma das pessoas que estava na chapa da oposição, disse que, como tinha me dado a palavra, iria retirar o nome e se abster, ai então eu tinha a possibilidade de ganhar. Esta pessoa, pela segunda vez me apertou a mão – em frente de outras pessoas – garantiu que iria retirar, mas não o fez. Já tinha me dado a palavra uma vez e não cumpriu, não precisava me dar pela segunda vez e não cumprir.

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