Olivete Salmória
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Moisés está com dificuldades para preencher os cargos do governo

Conversando com pessoas que hoje têm algum contato com o Comandante Carlos Moisés em função da transição, diz que o governador eleito é uma pessoa muito discreta e ponderada. O fato de que foi o governador eleito com o maior volume de votos em SC não fez dele uma estrela. Está bastante consciente de sua responsabilidade, mas assustado com os números.

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Há quem garanta que cometeu alguns erros na campanha por conta do calor da disputa e das informações enganosas repassadas até pelos adversários. Uma delas foi da questão das ADRs.

Imaginou que só com o desmantelamento das agências poderia obter uma economia de mais de R$ 400 milhões ao ano. Conhecendo agora a estrutura, viu que o enxugamento será mínimo e não chega a 150 os comissionados que atuam no sistema. Os outros 1.361 são servidores efetivos, portanto não há como demiti-los.

 

Moisés está também encontrando dificuldades para preencher os cargos comissionados. Até há quem garanta que estaria aceitando currículos de interessados, pois seu partido é novo e não tem muita gente em seus quadros que preencham os quesitos exigidos. Aí também reside um dos problemas, o governante que depender apenas dos servidores efetivos para governar não sai do lugar.

Qualquer um que já atuou no poder público como gestor fala da imensa dificuldade para pôr a máquina andar com apenas efetivos.

Um ex-secretário de Obras de Lages até conta uma história: uma equipe estava há mais de 15 dias trabalhando na colocação de meio-fio em uma avenida e o trabalho não avançava. Contratou o serviço de uma empresa que disponibilizou dois funcionários para fazer o mesmo serviço no outro lado da mesma avenida.

Em uma semana deram conta do trabalho enquanto que a equipe da prefeitura permanecia quase no mesmo lugar. Quem foi gestor na administração pública cita como grande problema justamente esta efetividade que transforma o servidor em alguém que não se esforço para mostrar trabalho. E se cobrado fica pior ainda. Existe a possibilidade do processo administrativo e o afastamento, mas, mesmo isso é difícil.

Me lembrava alguém que durante a gestão de Colombo, um fiscal pego no ato em que cobrava propina de um contribuinte foi demitido após sofrer processo administrativo. Foi à justiça e alguns anos depois conseguiu ganhar a causa voltando ao cargo e a prefeitura ainda teve de pagar os salários retroativos.

Quando candidato, o prefeito Antônio Ceron se comprometeu a reduzir pela metade os comissionados, até fez um esforço, mas não conseguiu cortar como desejava.

Haviam 429 no final da gestão passada e hoje são 342, segundo o Portal Transparência. É verdade que são cargos reservados a apadrinhados, mas se é ruim com eles, pior sem eles.

O prefeito Antônio Ceron contesta este número e diz que os comissionados de seu governo são apenas 299, porque tem  alguns funcionários efetivos que ocupam cargos de confiança.

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