Olivete Salmória
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Não dá mais para iludir o eleitorado com a medalha Tiradentes

Depois da matéria que saiu no Fantástico (05), a respeito do Instituto Tiradentes em que concedeu o diploma de prefeito mais atuante à um jumento, aqueles que receberam a dita honraria em Lages tentam esconder este fato. Terão de esconder o diploma e negar que algum dia o tenha recebido. Só que será impossível, os registros estão nos arquivos e podem ser acessados ao um clique pelo computador. Matéria do Fantástico confirmou que basta pagar a inscrição para ser agraciado. Isso a gente já sabia, a matéria só veio confirmar.

 

Os contemplados nas “pesquisas” do instituto é que se iludiam achando que as pessoas acreditavam na seriedade do processo. Todo o ano são agraciados com a medalha pelo menos três vereadores e até prefeitos da região. Eles divulgam o fato como se a população acreditasse nisso.

 

Claro que eles fazem uma rápida consulta na cidade para saber quais os vereadores mais lembrados e a partir daí oferecem o diploma. Para o público em geral dizem que foi fruto de uma pesquisa por telefone. Mas só recebe mesmo o diploma aquele que fizer a inscrição que não sai por menos de mil e poucos reais.

 

No passado muitos dos nossos vereadores, como Elói Bassin, Anilton Freitas já receberam a honraria e só neste último ano outros três foram indicados: Lucas Neves (PP), Aidamar Hoffer (PSD) e Jair Júnior (PSD). Mas, apenas Lucas pagou a inscrição e foi receber o prêmio em Florianópolis. No Rio Grande do Sul, o Ministério Público está investigando o assunto, porque mesmo que os vereadores ou prefeitos paguem a inscrição de seu bolso, viajam para receber a diplomação com diárias pagas com recursos públicos.

 

Um levantamento do Tribunal de Contas do Rio Grande do Sul mostra que só no estado o Instituto Tiradentes faturou R$ 116 mil em 2016 e 2017, com três eventos. Em Santa Catarina aconteceu pelo menos um ao ano mas, não há registro que a falcatrua seja assunto para investigação.

 

Os parlamentares e prefeitos usam estes diplomas como promoção pessoal e não têm nenhuma finalidade pública, por isso nem as diárias podem ser custeadas pelo dinheiro público. Que a divulgação deste fato nacionalmente sirva de alerta aos agentes públicos e tenham consciência de que tais comendas são fictícias.

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