Olivete Salmória
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Arrecadação da prefeitura continua caindo e Ceron está assustado com o crescimento das despesas

 

Embora não tenha números fechados, o prefeito Antônio Ceron disse ontem, durante entrevista coletiva quinzenal, que houve queda da arrecadação em maio e, em junho, continuou caindo conforme já havia sido previsto em função da greve dos caminhoneiros.

“Mas o que mais nos assusta é o crescimento das despesas”, disse ele. Do dinheiro que a prefeitura administra – tirando, portanto as verbas carimbadas – somam R$ 28 milhões. Deste total, R$ 25 milhões vão para a folha de pagamentos e todos os encargos inerentes. Se somadas as despesas de luz, água, telefone, alugueis, não fecham os valores.

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“Já informei a equipe que não há jeito, será preciso fazer a ajustes”, disse Ceron. A primeira delas é de que a partir de janeiro do ano que vem, a administração só atenderá novos programas que forem obrigados por lei. Portanto, se há ainda alguma instituição que está tentando buscar subvenções, desista de uma vez.  Só se passar pelo rigoroso crivo do prefeito e “pelo quadro de hoje não deverá iniciar nenhum”, disse.

Queixa-se que o governo federal implanta suas políticas públicas, mas quem tem de custear as despesas é o município. A prefeitura acaba arcando com até 80% do custeio de alguns deles. A situação financeira está pior do que havia sido previsto, diz Ceron, porque tem um agravante: O aporte da prefeitura no mês passado ao LagesPrevi foi de R$ 1 milhão e 633 mil. Com este dinheiro o poder público poderia fazer muitas melhorias na cidade.

O LagesPrevi está se tornando “impagável”, pois no ano passado iniciou com menos de R$ 500 mil e em oito meses aumentou tudo isso. O instituto tem hoje dois regimes, um dos servidores mais novos e que tem dinheiro e outro antigo que que é deficitário porque não tem mais a arrecadação dos servidores novos que irrigam um fundo que só vai valer para daqui a 25 anos, explicou o prefeito. 

Há ainda a questão do piso do magistério, em função da lei municipal que impõe o piso na carreira. Este é um assunto que Ceron vem adiando, mas ele acredita que terá de mexer nesta questão mais lá na frente sob pena de comprometer a prefeitura financeiramente.

Ceron foi questionado a respeito das críticas do professor Ari Martendal que com a falta de ajuda da prefeitura, o Programa Lages 100 Fome estaria fadado a morrer.

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“Ele é um anarquista por convicção e fé”, disse o prefeito se referindo ao professor. Mas, observou que o programa não existe como entidade.

“Não tiro o mérito do trabalho que eles realizaram. Mas no marco regulatório não se permite mais o repasse ao programa. Quando foi criado o Lages 100 Fome se justificava, mas hoje existem políticas sociais que atendem estas famílias”, falou Ceron.

Argumenta que público alvo do Lages 100 Fome não estão desassistido, “porque nunca foi distribuído tanto alimento como hoje”, garante.

Comentários  

 
#1 jean 11-07-2018 16:49
Pois é reclama que a folha leva 25 milhões, só que tem pessoa com o cargo de telefonista na Secretaria do Meio Ambiente ganhando mais de R$1.000,00 DE GRATIFICAÇÃO mês a mês, assim não aguenta mesmo. se você pegar a folha e olhar um a um vc ver muitos absurdos fora da realidade.
 

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