Nova ala do Tereza Ramos só será ativada a partir do segundo semestre de 2020

A audiência pública para tratar da questão da ativação da nova ala do Hospital Tereza Ramos foi bastante esclarecedora, mas a resposta esperada dos secretários da Saúde, Helton Zeferino e da Casa Civil, Douglas Borges para a abertura imediata na nova torre não veio.

Segundo o secretário Zeferino, se tudo correr dentro do cronograma esperado, a ativação da nova torre só iniciará, de forma gradual a partir do segundo semestre do ano que vem.

Isso porque não é verdade que esteja com 98% das obras concluídas – segundo ele está 94% concluído- , para a ativação de uma estrutura que tem mais que o dobro da atual vai também necessitar de mais do que o dobro de funcionários, entre 700 a 900 profissionais, e está sendo contratada agora uma auditoria externa para apurar inconsistências de toda a ordem na sua construção, inclusive até de desvios de materiais que já estaria sendo alvo do Ministério Público, além de aditivos suspensos.  Enquanto estiver ocorrendo esta auditoria, que deve ser concluída até o final do ano, as obras não podem ter andamento.

E mais…. Helton Zeferino garantiu que não será terceirizado o funcionamento da nova ala, vai continuar sob a administração e operacionalização do governo do estado.

Os vereadores solicitaram e Zeferino prometeu atender o pedido, para que a secretaria forneça uma lista de tudo o que está faltando na unidade e manterá a Câmara atualizada de todas as ações em andamento.

Deputado Bruno pede explicações à Infraero

Deputado Bruno Souza (sem partido) solicita a Infraero informações do cronograma de serviços para adequação das 12 não conformidades levantadas pela Anac sobre o aeroporto de Correia Pinto na Serra Catarinense.

“Imaginem ganhar R$ 128 mil sem fazer nada! Exatamente isso que a Infraero faz. Recebe o dinheiro do pagador de impostos e até hoje o local não tem homologação para operar. Um investimento de R$ 63 milhões que está completamente abandonado”, disse o parlamentar no plenário hoje.

Sobre o corpo encontrado no Rio Canoas na segunda-feira

O corpo de Soli Pedro Moraes, 71 anos, foi encontrado por um pescador, no Rio Canoas, em Ponte Alta, no final da tarde de segunda-feira (16). O pescador estava com sua canoa passando pela Localidade de Poço Grande, quando avistou o corpo boiando e chamou o Corpo de Bombeiros de Correia Pinto. 

O Instituto Geral de Perícias (IGP) foi quem identificou corpo através das digitais, que já estavam no banco de dados do órgão. Por conta do processo de putrefação causado no corpo, devido ao contato com a água que deve ter sido de oito a dez dias, ele está desfigurado.

O IGP informou que não é possível esclarecer com exatidão a causa da morte, por conta da deterioração dos órgãos, mas supõe-se que foi por asfixia. A cabeça estava envolta em uma sacola plástica e o corpo amarrado com uma lona e uma corrente com cadeado fechado.

 A Polícia Civil instaurou um inquérito policial para a apurar a autoria do crime.

O ex-vereador Arnaldo Moraes é sobrinho da vítima e diz que Soli estava desaparecido desde a semana passada. A última notícia que a família teve foi na segunda-feira (9). Ele era aposentado, mas tinha uma mercearia em frente a sua casa, onde morava sozinho, em Ponte Alta. 

Hobus quer criar o Cadastro do Bom Cidadão

A Comissão de Constituição e Justiça aprovou, na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, projeto de lei que cria o Cadastro do Bom Cidadão. Segundo o autor da proposta, deputado Milton Hobus (PSD), a iniciativa possibilita que o Estado tenha um programa de incentivos para os consumidores que pedirem nota fiscal com o CPF.

“Não existe melhor forma de conscientizar do que dar um benefício para quem pede nota fiscal no bar, no restaurante, entre outros estabelecimentos. É uma forma de estimular o bom cidadão catarinense a fazer a sua parte contra a sonegação”, destaca.

Vereadores sugerem que a prefeitura implante um “banco de ração”

Os vereadores Luiz Marin (Progressistas) e Bruno Hartmann (PSDB) estão sugerindo ao Executivo a realização de estudos de viabilidade para implantação de um “Banco de Ração” em Lages.

Leia as justificativas: 

A referida  moção visa instituir o programa Banco de Ração do Município, que tem por objetivo captar doações de rações e promover sua distribuição, diretamente ou através de entidades previamente cadastradas, organizações não governamentais (ONG’s) e protetores independentes e às pessoas e/ou famílias em estado de vulnerabilidade alimentar e nutricional que possuem animais, assistidas ou não, por entidades assistenciais, contribuindo diretamente para a saúde animal. 

Caberá ao Município regulamentar, através de seus órgãos competentes, organizar e estruturar o Banco de Ração, fornecendo o apoio administrativo, técnico e operacional, determinando os critérios de coleta, de distribuição, da fiscalização a ser exercida, bem como o credenciamento e o acompanhamento das entidades e/ou famílias beneficiárias, devidamente cadastradas. Ficando proibida a comercialização dos alimentos doados e coletados pelo Banco de Ração. 

Passam a ser finalidades do Banco de Ração no Município, proceder à coleta, recondicionamento e armazenamento de produtos e gêneros alimentícios, perecíveis ou não, desde que em condições de consumo, provenientes de: 

  1. a) doações de estabelecimentos comerciais e industriais ligados à produção e comercialização, no atacado ou no varejo, de produtos e gêneros alimentícios destinados aos pets; 
  2. b) doações das apreensões por órgãos da Administração Municipal, Estadual ou Federal, resguardada a aplicação das normas legais; 
  3. c) doações de órgãos públicos ou de pessoas físicas ou jurídicas de direito privado; 

Sugere-se que as entidades que promoverem a distribuição de ração deverão informar quinzenalmente o número de animais atendidos com as doações do programa. Além dos produtos e gêneros alimentícios obtidos na forma desta proposição, o programa Banco de Ração do Município de Lages poderá aceitar cessão gratuita ou doação de móveis, roupas, remédios, coleiras, guias, casinhas, bolsa de transporte, brinquedos e utensílios diversos.

Para a execução da presente proposição, o Poder Executivo pode firmar convênios com outras instituições públicas e/ou privadas. Sabemos que animais acometidos por doenças que têm como causa principal a fome não conseguem resistir por muito tempo e nem sempre o recolhimento de fundos em espécie monetária nas associações de proteção animal é suficiente para a aquisição da ração, o que nos leva a implantação do presente projeto.

Ademais, é sabido que a ração prestes a perder seu prazo de validade nas prateleiras dos estabelecimentos comerciais ou nas sedes comerciais dos fabricantes não poderá ser comercializada, mas ainda terá tempo hábil para ser consumida pelos animais que estão sob a tutela de associações e protetores independentes.

Assim, considerando a fome e a miséria dos animais que estão sob o amparo de organizações não governamentais ou de protetores independentes, não é justo que o alimento tenha como destino a lixeira, quando é certo que ainda poderá ser consumido. Sabemos que muitos destes animais que estão na sarjeta, largados à própria sorte, reviram sacos ou latas de lixo em busca de alimento. Todavia, as amostras utilizadas para exposição da mercadoria que não serão encaminhadas ao comércio e, em quase 100%  dos casos também têm como destino o lixo, ainda são boas ao consumo e poderão minimizar a fome dos animais carentes. 

Samuel está trazendo para Lages o programa Espaço 4.0

O secretário de Assistência Social, Samuel Ramos esteve com a Secretaria Nacional da Juventude, a também catarinense Jayana Nicaretta da Silvia, articulando a vinda para Lages do Espaço 4.0 que prevê a capacitação profissional.

O Espaço 4.0 será oferecido à municípios com vulnerabilidade social e juvenil em forma de contêiner, em dois modelos diferentes. O Governo Federal será responsável pela doação do contêiner com todos os equipamentos tecnológicos (computadores, notebooks, impressoras 3D, tablets, smart tvs e kits de ferramentas), assim como do mobiliário interno, e também disponibilizará orientações aos beneficiários.

 

Gerente da varrição reclama que comerciantes depositam lixo nas calçadas durante todo o dia

Gerente na pasta do Meio Ambiente e responsável pela equipe que faz a varrição no Centro, Vilson Ricardo da Silva afirmou em audiência pública, semana passada, que falta conscientização, principalmente para os lojistas para impedir o acúmulo de lixo na área central.

“Nos bairros isso não acontece, mas no Centro é o dia todo depositando sacos de lixo no chão”, reclama.

Outro ponto criticado por Silva é o vandalismo, são uma ou duas quebradas todos os dias, segundo ele. 

O vice-presidente da CDL, Zulmiro Klan, presente à audiência, disse que a maior parte dos lojistas tem consciência sobre os horários de coleta, mas a entidade está disposta a colaborar apesar de reconhecer que o sistema de coleta precisa ser aprimorado.

Ele citou o exemplo dos contêineres para separação em orgânicos e recicláveis, presentes em Joaçaba, por exemplo. “Lá não se vê saco de lixo na rua, tem o lugar certo onde as pessoas depositam lixo. (…) Atualmente, entre o horário de fechamento do comércio, até o caminhão passar, o turista vai ver o lixo no chão”.

Delfes diz que a prefeitura não pode dar conta sozinha da coleta de lixo

Durante a audiência sobre a coleta de lixo, solicitada pelo vereador Jean Pierre Ezequiel (PSD) o secretário de Serviços Públicos e Meio Ambiente, Eroni Delfes Rodrigues, confessou que embora caiba à prefeitura a realização da coleta de lixo fica inviável a população deixar tudo a cargo dela.

“O poder público não tem capacidade de dar conta de tudo isso. A obrigação não é só do município, é de cada um”, argumenta. Ele sugeriu que a Câmara de Vereadores apresente uma proposta para incluir a Educação Ambiental na base curricular das escolas de Lages. Mas, não cabe a prefeitura conscientizar e orientar a população a respeito da coleta? Por que não faz isso?

Para gari, falta conscientização com relação a coleta do lixo

Para o motorista da Prefeitura em caminhão que faz a coleta no Centro, Elieverson Vicenzi, e que esteve presente à audiência pública que discutiu a respeito da coleta de lixo em Lages, o que falta é informação às pessoas, parceria para fazer a coisa certa e mesmo educação por parte dos comerciantes e moradores de área central.

“Fazemos toda a limpeza e depois de 10, 15 minutos, está sujo de novo, com sacos de lixo pelo chão. (…) Falta um pouco de conscientização”, afirma.  

Élvio da Silva reclama da falta de líderes comunitários na sessão e também da depredação com as lixeiras da cidade. Também cobra mais responsabilidade para quem é proprietário de cães, que, segundo ele, são criados soltos e “avançam” sobre os garis. 

Uma das coordenadoras do projeto Lixo Orgânico Zero, Silvia Oliveira, destacou que o “método Lages” de compostagem é uma iniciativa de sucesso e que está sendo implementado afora dos limites do município, como em Chapecó, por exemplo. Ampliar esta medida ajudaria a resolver parte dos problemas na opinião dela, além de ter mais incentivos para as cooperativas de coleta seletiva.

Abel Varela trabalho na área em outros tempos e aponta que a situação melhorou bastante, principalmente com a eliminação do lixão, estrutura e equipamentos disponíveis. Ele acredita que o salto para a questão passa pela educação ambiental, “antes educar do que punir, porque só punição não resolve”.