Homem é condenado por destruir edificação e pertences da ex-esposa após divórcio

O juízo da comarca de Campo Belo do Sul, na Serra, condenou um homem ao pagamento de indenização por danos materiais e morais ao reconhecer violência patrimonial e moral contra a ex-esposa. Ele demoliu parte da casa, danificou e expôs pertences, além de deixar o imóvel sem energia e condições de morar.

A mulher que ingressou com ação alega nos autos que o ex-marido destruiu uma edificação, próximo a residência principal, localizada no terreno que lhe foi atribuído no divórcio. Segundo a autora, a “casinha” demolida servia como área de serviço e armazenava seus pertences pessoais, que foram expostos e danificados. Além disso, o homem teria removido o relógio de energia elétrica, um fogão e uma pia do imóvel principal, o que deixou a residência sem condições de habitação.

O homem contestou e sustentou que a estrutura demolida não foi mencionada na partilha e que não cometeu nenhum ato ilícito. Na decisão, a magistrada responsável pelo caso entendeu que, embora o termo do acordo mencionasse apenas o terreno, a partilha deixou claro que a casa e seus anexos pertenciam à autora. A destruição da edificação causou prejuízos materiais, além de danos emocionais.

A juíza destacou que a atitude configura violência de gênero e que os atos teriam, certamente, sido motivados por vingança. “No caso, além das afirmações da própria autora, a prova demonstrou que, após a separação, o réu promoveu indevidamente o desmonte da “casinha” localizada no mesmo lote da residência principal, assim como de todos os objetos existentes no local, inclusive os bens pessoais da autora, deixados à céu aberto”.

O homem foi condenado a pagar indenização de R$ 9,4 mil por danos materiais e R$ 10 mil a título de danos morais. Os valores devem ser acrescidos de juros e corrigidos monetariamente desde a época dos fatos. Cabe recurso no Tribunal de Justiça.

 

Antigo Cine Tamoio apresenta problemas

O prédio do Cine Tamoio, na rua Marechal Deodoro, está com problemas pois apresentou uma rachadura e há uma figueira nascendo em sua lateral, a partir desta rachadura. Hoje o prédio é ocupado pela Igreja Universal, que já solicitou a avaliação de engenheiros para saber qual é a situação da edificação.

Este é um prédio histórico e pelo visto, carece de manutenção

Sindserv fará uma nova assembleia amanhã

O SindServ fará uma nova assembleia amanhã, quinta-feira, para tirar uma posição sobre a situação com relação ao reajuste dos servidores. Ele havia protocolado uma contraproposta junto à prefeitura, mas o executivo ignorou, enviando para a Câmara um projeto prevendo um reajuste de 6,27%, que foi aprovado na sessão desta terça-feira.

Há até a possibilidade de greve, que deve ser avaliada nesta assembleia. Observa-se que o Sindserv representa de 1.300 a 1.500 servidores.

Ontem, na Câmara:

Segundo a deputada Paulinha, Jair nunca apresentou sinais que pudesse levar a atitudes de desrespeito às mulheres

A acusação de violência contra a mulher que paira sobre o vice-prefeito de Lages, Jair Junior, repercutiu fortemente no Plenário da Assembleia Legislativa na sessão de terça-feira (25).

“Um episódio triste sofrido pelo município de Lages, quando tem uma mulher violada em seus direitos. Violência provocada por um dos quadros do nosso partido, o vice-prefeito, um homem que sempre se mostrou parceiro, participativo e leal, mas que guardava para si uma personalidade desconhecida de todos nós. Ficamos estarrecidos pela violência”, discursou Paulinha, presidente estadual do Podemos.

A deputada informou que o partido instalará a Comissão de Ética para tratar do caso e pediu desculpas aos lageanos e aos catarinenses.

“Ele jamais nos apresentou um sinal que pudesse levar a atitudes de desrespeito às mulheres”, reforçou Paulinha, que lembrou que os números da violência contra a mulher em Santa Catarina crescem, ao contrário de outros índices, que caem continuamente.

Luciane Carminatti (PT) lamentou a violência sofrida pelas mulheres, lembrou dos atos em memória dos 51 feminicídios registrados em Santa Catarina em 2024 e cobrou políticas públicas, orçamento e prioridade ao combate à violência.

“O que o estado de Santa Catarina tem feito, como tem sido feito o acolhimento às vítimas?”, questionou Carminatti, acrescentando que não há uma delegacia sequer especializada em acolhimento que funcione 24 horas e que dos R$ 900 mil orçados para apoiar as mulheres vítimas de violência em 2024, foram investidos somente R$ 324 mil.

As bancadas regionais da Alesc serão fortalecidas

As bancadas regionais da Assembleia Legislativa de Santa Catarina terão sua atuação fortalecida. Essa é uma das metas do presidente da Alesc, deputado Julio Garcia (PSD), que já iniciou uma série de reuniões semanais com os seis colegiados regionais, nas quais serão apontados os assuntos considerados prioritários de cada região e que serão incluídos na agenda de debates do Legislativo estadual.

“As bancadas regionais são um modelo inovador e cumprem um papel extraordinário”, afirma Julio Garcia. “Elas vieram para ficar e por isso pretendemos dar ainda mais apoio e fortalecer esse trabalho, pois o conjunto das bancadas ajuda a fortalecer o trabalho da Assembleia e melhora a qualidade da representatividade regional.”

Institucionalizadas na Alesc por meio da Lei Complementar nº 828/2023, as bancadas surgiram de uma iniciativa dos deputados do Oeste de Santa Catarina, em 2019, que se tornou inovadora ao reunir em um único grupo parlamentares de correntes ideológicas divergentes, com o objetivo de superar divergências em prol da solução de problemas comuns.

Seu objetivo principal é somar forças para o atendimento das demandas da região junto ao poder público e à iniciativa privada. Por isso, sua composição é suprapartidária e independe de questões relacionadas às bancadas partidárias ou blocos parlamentares com representação na Alesc.

De certa forma, esses colegiados refletem um sentimento comum principalmente em eleitores de regiões mais distantes da Capital. Embora sejam eleitos para representar o estado como um todo, os deputados, em sua maioria, dão atenção especial às regiões onde estão suas bases eleitorais e são constantemente cobrados por isso.

Elizeu diz que participou do evento a convite de João Rorigues

O ex-prefeito de Lages e ex-deputado Elizeu Mattos, foi um dos emedebistas convidados para a festa de lançamento da pré-candidatura de João Rodrigues (PSD) ao governo do Estado. Evento aconteceu em Chapecó, no sábado (22.03). Elizeu participou ainda de festa restrita em comemoração ao aniversário do prefeito de Chapecó.
“O João Rodrigues ligou dizendo que se sentiria feliz com a minha presença nos eventos programados para o dia. Aceitei o convite a exemplo do ex-governador de Santa Catarina Eduardo Pinho Moreira, do ex-deputado e ex-prefeito de Concórdia Moacir Sopelsa, da também ex-deputada Ada de Luca, o grupo do MDB que vê com simpatia a pré-candidatura de João Rodrigues”, disse Elizeu, que foi acompanhado pelo vereador Freitinhas e pelo presidente da JMDB/Lages João Paulo.


Durante seu discurso o atual prefeito de Chapecó, citou várias vezes o nome do ex-governador Luiz Henrique da Silveira (falecido em 2015). Para Rodrigues o LHS é quem representa o MDB raiz sendo considerado um dos maiores governadores da história de Santa Catarina. Quem falou em nome do MDB no evento, ocorrido na Efapi, foi o ex governador Eduardo Pinho Moreira. Rodrigues deixou claro que é esse MDB raiz que quer ao lado dele nas próximas eleições. Este grupo do MDB que esteve em Chapecó representa uma ala do partido que pretende ter uma candidatura própria nas eleições para governo, mas vê com simpatia uma aliança com João Rodrigues até pelo seu desempenho de sucesso como administrador de Chapecó.