Padre Pedro assume a presidência da Alesc por 13 dias

O deputado estadual Padre Pedro Baldissera (PT) assumiu nesta sexta-feira (13) a presidência da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc). Segundo vice-presidente da Casa, ele ficará no comando do parlamento catarinense durante 13 dias, a partir desta sexta-feira, devido às licenças do presidente Júlio Garcia (PSD), para tratar de assunto particular, e do primeiro vice-presidente Fernando Krelling (MDB), em viagem ao exterior.

Cumprindo agenda neste final de semana no Norte catarinense, Padre Pedro disse que não haverá surpresa em sua interinidade na presidência da Alesc. “Com certeza darei continuidade àquilo que já está marcado na gestão do deputado Júlio Garcia: transparência e diálogo. Exercer um papel institucional é uma tarefa suprema, que deve ultrapassar nossas escolhas ideológicas. Participar de atos de inauguração de nosso Presidente da República aqui em Santa Catarina, por exemplo, seria obrigação a presença de representantes dos três Poderes. Isto é dar peso à institucionalidade e ao diálogo. O povo catarinense precisa de parcerias e não de intrigas ideológicas”, disse.

As canções classificadas para a final da 31ª Sapecada da Canção Nativa

A fase classificatória da 31ª Sapecada da Canção Nativa foi realizada na noite deste sábado (14 de junho), no palco do Recanto do Pinhão Aracy Paim, no calçadão da praça João Costa. Das 16 composições que participaram desta fase, 12 passaram para a fase final. Elas concorrem agora com as quatro variações da Sapecada da Serra Catarinense: “Coxilha Pobre”, “Mulheres”, “Melodiosa” e “Cancha do Patacão”. A final será realizada neste domingo (15 de junho), a partir das 18h30min, no mesmo local.

Classificados

Coxilha Pobre – Letra: Luiz Pedro Zambam / Melodia: Ricardo Oliveira;
Mulheres – Letra: Lucas Soares e Wilson Camargo / Melodia: Wilson Camargo;
Melodiosa – Letra: Ramiro Amorim / Música: Ricardo Bergha;
Cancha do Patacão – Letra: Dudi Marafigo e Marlon Arruda / Melodia: Beto Ventura;
Conversa de Galpão – Letra: Antonio Nunes Oppitz / Música: Maicon Oliveira;
O Regional e o Cantor – Letra: Evair Suarez Gomes / Música: Juliano Gomes;
Presilha de um Laço – Letra: Marcelo Mendes / Música: Odair Teixeira;
Sem Temer a Própria Sorte – Letra: Fábio Maciel / Música: André Teixeira e Roberto Borges;
Rima Guaxa – Letra: Francisco Brasil / Música: Vitor Amorim;
Na Cruz das Rédeas Cruzadas – Letra: Henrique Fernandes / Música: Matheus Leal;
Trama Quebrada – Letra: José Mauricio Rigon / Música: Lucas Gross;
Lenha Seca – Letra: Rodrigo Bauer / Música: Cristian Camargo;
Poncho Miliqueiro – Letra: Evair Suarez Gomez / Música: Juliano Gomes;
Ponchito Antigo – Letra: Gujo Teixeira / Música: Cristian Camargo;
Rabisco – Letra: José Mauricio Rigon / Música: Joca Martins;
Bugio Ressuscitado – Letra: Rafael Chiappetta / Música: Ricardo Bergha.

Quadro Crioulo

Presilha DE UM LAÇO

Por ser índio

Ponchito antigo

Poncho Miliqueiro

O bugio ressuscitado

O regional e o cantor

Na cruz das rédeas cruzadas

Lenha Seca

Couro limpo

Conversa de galpão

Confissão

Educação de SC lança Disque-Denúncia 0800 para os programas Universidade Gratuita

A Secretaria de Estado da Educação (SED) lançou um Disque-Denúncia destinado ao recebimento de informações sobre possíveis inconsistências no Universidade Gratuita e Fundo de Apoio à Manutenção e ao Desenvolvimento da Educação Superior Catarinense (Fumdesc). O serviço funciona via ligação telefônica para o número 0800-644-8500, entre 12h30 e 18h30, de segunda a sexta-feira. O canal é gratuito e servirá para receber denúncias e fortalecer o controle social sobre os programas.

O serviço assegura o sigilo do denunciante e tem como objetivo fortalecer a transparência e a integridade na execução dos programas, que beneficiam milhares de estudantes em instituições de ensino superior no estado. Por meio do número 0800, qualquer cidadão poderá relatar situações que considere em desacordo com as diretrizes estabelecidas e procedimentos realizados.

“O maior objetivo do Programa Universidade Gratuita é dar oportunidade de cursar uma graduação para quem mais precisa. Esta sempre foi a premissa deste que é o maior programa estadual de formação superior do Brasil. Nós estamos trabalhando muito com uma série de ações para proteger e aprimorar esta grande política educacional idealizada pelo nosso governador Jorginho Mello”, destaca a secretária de Estado da Educação, Luciane Bisognin Ceretta.

“Coxilha Pobre” é a música campeã da 23ª Sapecada da Serra Catarinense

Composição de Luiz Pedro M. Zamban e Ricardo Oliveira conquista o 1º lugar e prêmios três especiais; quatro músicas seguem para o final da 31ª Sapecada da Canção Nativa

A noite de sexta-feira (13 de junho) foi de aplausos e emoção no Calçadão da Praça João Costa, em Lages, durante mais um dia da 35ª Festa Nacional do Pinhão. O destaque ficou com a conta da 23ª Sapecada da Serra Catarinense, que reuniu talentos da música nativista e revelou os grandes vencedores desta edição.

A composição “Coxilha Pobre” conquistou o 1º lugar da competição. Com letra de Luiz Pedro M. Zamban e música de Ricardo Oliveira, a obra no ritmo Rasguido-Doble foi interpretada por Ricardo Oliveira, Daniel Silva e Ricardo Bergha, arrancando aplausos liberados do público. A música também levou os prêmios de Melhor Instrumentista, Melhor Letra e Melhor Melodia.

O 2º lugar ficou com “Mulheres”, de Lucas Cassiano Soares de Oliveira e Wilson Gabriel Camargo (letra) e Lucas Cassiano Soares de Oliveira (música), no ritmo Chamamé, com interpretação de Zetti Gaudéria, Carol Scain, Cris Chardozino e Amanda Bianchini, rainha da 35ª Festa Nacional do Pinhão. A canção também recebeu o prêmio de Melhor Conjunto Vocal.

A 3ª colocação foi para “Melodiosa”, com letra de Ramiro Amorim e música de Ricardo Bergha, interpretada no ritmo Milonga por Bergha.

O prêmio de Música Mais Popular ficou com “Cancha do Patacão”, uma Milonga de Marlon Arruda Chalita e Dudi Marafigo (letra) e Alberto Ventura Neto (música), interpretada por Beto Ventura e Marlon Chalita (recitado). A composição também foi reconhecida como Melhor Tema Campeiro.

Outros destaques da noite incluem:

Melhor Intérprete: “Da Serra ao Litoral” – Daniel Silva

Melhor Instrumentista: “Coxilha Pobre” – Gabriel Maculan

Melhor Letra: “Coxilha Pobre” – Luiz Pedro Zambam

Melhor Melodia: “Coxilha Pobre”

Melhor Arranjo: “Alambrado”

Melhor Conjunto Vocal: “Mulheres”

Melhor Tema Campeiro: “Cancha do Patacão”

Melhor tema sobre a Região Serrana: “Sou Dessa Terra”

As quatro músicas premiadas garantiram a vaga na final da 31ª Sapecada da Canção Nativa, que acontece no próximo domingo (15 de junho). Já neste sábado (14), o festival segue com uma fase classificatória que definirá como demais finalistas.

A Sapecada segue fortalecendo a cultura nativista no coração da Serra Catarinense, e valoriza artistas, histórias e ritmos que traduzem a alma da região.

Prefeitura cobra de empreiteira o reparo em obras já entregues

A avenida Manoel Antunes Pessoa, que divide os bairros Penha e São Miguel, está passando por uma situação curiosa. Reparos emergenciais estão sendo executados, mesmo com a via tendo sido recentemente asfaltada.  A obra ainda está na garantia e vinha sendo monitorada pela atual gestão.

Após detectar a má qualidade do pavimento e diversos trechos deteriorados, a Secretaria de Obras e Infraestrutura classificou a situação do local e cobrou melhorias no projeto, que foi finalizado há pouco mais de um ano. Os serviços foram executados por empresa terceirizada, através de processo licitatório e, neste caso, cabe a ela refazer as etapas cabíveis.

Quanto aos recursos financeiros, o montante relacionado às correções também sairá do caixa da empresa responsável, que deverá arcar com os gastos extras. “É justo e necessário que estes ajustes sejam feitos. Com esta decisão, esperamos elevar o nível das obras públicas em Lages. Nosso compromisso é com a aplicação correta e a destinação eficiente dos recursos públicos, além da qualidade que a população merece”, enfatiza a prefeita Carmen Zanotto.  

Para corrigir os problemas, a empresa está realizando a chamada fresagem, que consiste na raspagem, com maquinário próprio, dos pontos em que há maior desgaste e de onde se retira a espessura indicada do asfalto existente na pista. Logo após, será feita a reconstrução da nova base asfáltica e o recapeamento total nos trechos identificados.

As atividades vêm sendo acompanhadas pela Secretaria de Obras e Infraestrutura. Enquanto o tráfego de veículos, que costuma ser intenso na região, está sendo redirecionado por agentes da Diretoria de Trânsito (Diretran). “É uma situação que na engenharia chamamos de ‘vício de construção’. Identificamos diversas patologias e tivemos o aval da prefeita Carmen Zanotto para regularizar a situação, decisão fundamental para monitorar e revisar as obras públicas recentemente entregues em Lages”, avalia o secretário de Obras e Infraestrutura, Cleber Machado Arruda.

Assim como esta obra, outros contratos firmados em processos licitatórios (embora já finalizados), também dentro do prazo de garantia, vem sendo avaliados por equipes técnicas do Município e podem vir a ter reparos solicitados pela Prefeitura de Lages.

 

Só vi isso quando Paulo Duarte foi prefeito. Ele mandou refazer o asfalto, se não estou enganada, do acesso sul.

Disputa pelo títuto de cidade mais fria do país

Há uma disputa entre as cidades que registram a menor temperatura do país. Ocorre que Urupema recebeu o título de Capital Nacional do Frio. Isso não foi adquirido de uma hora para outra e nem de forma informal. São os equipamentos metrológicos lá instalados, como a Estação Meteorológica, que fizeram esta constatação sem que tivesse a interferência política. O Morro das Antes, sem dúvida, é onde são registradas as menores temperaturas, mesmo que eventualmente se registre temperaturas muito baixas em outros locais ou municípios.

Não sabia que tínhamos um sítio arqueológico aqui mesmo na área urbana de Lages

Durante os dias 10 e 11 deste mês de junho, a cidade de Lages recebeu a visita técnica de um representante do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que esteve no município para fiscalizar o estado de conservação e preservação de sítios arqueológicos importantes.

A inspeção teve foco em duas áreas de grande relevância histórica e cultural: o bairro Passo Fundo, no núcleo urbano da cidade, e a localidade de Coxilha Rica, especificamente na região conhecida como Passo de Santa Vitória, tombado como patrimônio histórico de Lages.

Os bens de natureza arqueológica são considerados patrimônios da Nação, em conformidade com a Constituição Federal de 1988 e são protegidos e definidos pela Lei Federal 3.924 de 1961, possuindo uma importância singular para o entendimento das primeiras ocupações humanas na região sul do Brasil.

No bairro Passo Fundo, escavações arqueológicas anteriores revelaram ocupações de aproximadamente 600 anos antes do presente, resultado confirmado por análises laboratoriais realizadas com partículas do solo.

O principal achado refere-se às chamadas estruturas monticulares, também conhecidas como montículos, que são formações elevadas feitas artificialmente por antigos povos indígenas. Esses montículos, muitas vezes confundidos com pequenas colinas naturais, eram usados para fins funerários. Segundo especialistas, trata-se de uma herança direta dos povos originários da região, do tronco linguístico Proto-Jê, Kaingang e Xokleng, primeiros habitantes da região serrana de Santa Catarina.

No Passo de Santa Vitória, na Coxilha Rica, existem vestígios do Ciclo das Tropas, especialmente os corredores de taipa (muros de pedra).

A vistoria foi acompanhada por representantes da Fundação Cultural de Lages (FCL), que reafirma o compromisso do município com a proteção do patrimônio histórico. A arquiteta Gessica Coelho, responsável pelo setor de patrimônio cultural da FCL, acompanhou os trabalhos técnicos e destacou a relevância de ações permanentes de preservação. “Cada estrutura identificada carrega parte da nossa história ancestral. Preservar-las é respeitar a memória dos povos originários e educar as futuras gerações”, declarou.

Outra ação importante em andamento é a reativação do Conselho Municipal de Patrimônio Cultural (Compac), órgão responsável pela análise, tombamento e monitoramento dos bens culturais da cidade.