A invasão dos candidatos paraquedistas e a urgência do voto regional

Nestas últimas duas semanas, quem caminha pelo Centro e pelos bairros de Lages se depara com uma enxurrada de rostos desconhecidos — misturados a uns poucos conhecidos — estampados em windbanners, faixas e santinhos espalhados pelas esquinas e principais avenidas. A disputa ao Legislativo, tanto estadual quanto federal, transformou a cidade em um verdadeiro campo de batalha eleitoral. Candidatos cruzam o estado até os confins da Serra Catarinense em busca de apoio, caçando desesperadamente cada voto individual.

Chama atenção a presença daqueles “candidatos paraquedistas”: postulantes que jamais pisaram em solo lageano ao longo de quatro anos, mas que de repente aparecem com microfone em riste nas praças e feiras, tentando convencer o eleitor de que repentinamente se importam com a nossa gente. Outros destinam para a cidade um punhado de emendas parlamentares — míseros trocados em relação ao orçamento total que gerenciam — e alardeiam esses recursos para justificar a cobrança do voto. O roteiro é previsível: terminada a apuração das urnas, eleitos ou não, desaparecem e nunca mais retornam até o próximo pleito.

A contradição do eleitor e a lição das últimas eleições

Surpreende constatar como o eleitor lageano, em sã consciência, ainda confia seu voto a quem vem de fora. Candidatos dos quais não se conhece o histórico, a trajetória, as bandeiras ou a origem real de suas propostas. Depois que o resultado das urnas se consolida, surgem as lamentações rotineiras: a cidade não cresce, a Serra Catarinense perde investimentos e a economia regional estagna. O desenvolvimento não acontece por milagre; ele é fruto direto das escolhas coletivas e do compromisso político com a nossa terra. Cada um de nós carrega essa responsabilidade nas mãos.

A história recente das urnas na região deixa lições claras sobre o valor da representatividade:

Na Assembleia Legislativa (Alesc): A consolidação de deputados estaduais genuinamente ligados à Serra — como Marcius Machado e Lucas Neves — demonstrou na prática a diferença de ter parlamentares que vivem a rotina da cidade, conhecem as demandas do Hospital Infantil e do Hospital Tereza Ramos, cobram melhorias no trânsito urbano e nas rodovias estaduais, e mantêm portas abertas para atender lideranças locais todos os dias.

Na Câmara dos Deputados (Brasília): A atuação histórica de nomes da terra, a exemplo da trajetória da atual prefeita Carmen Zanotto no Congresso Nacional e da constante mobilização de lideranças como o ex-governador Raimundo Colombo, reforça que o espaço de Santa Catarina em Brasília precisa ser ocupado por quem tem raízes na região. Sem representantes fortes na capital federal, a Serra Catarinense fica em desvantagem na partilha das grandes verbas da União.

Como exigir que nossa região avance e que nossa infraestrutura melhore se não elegermos quem realmente nos auxilie perante os governos estadual e federal? Lages precisa de representantes autênticos. Líderes aos quais possamos bater à porta, cobrar compromissos publicamente e exigir resultados, sabendo que eles conhecem de perto as nossas dores, nossas necessidades e a nossa identidade.

Nas urnas, valorizar quem é da terra e tem compromisso permanente com a Serra Catarinense não é apenas bairrismo: é uma estratégia indispensável para o futuro e o desenvolvimento do nosso município.

10 comentários em “ A invasão dos candidatos paraquedistas e a urgência do voto regional”

  1. Estas atitudes de aparecerem os paraquedistas, penso eu ser culpa dos cabos eleitorais e políticos de menor expressão da região que veem nestas épocas, a oportunidade de ganharem algumas vantagens( $ ), trazendo nomes de desconhecidos e prometendo alguns votos.
    Em resumo, vereadores e políticos daqui, vendem suas influências e conhecimentos das famílias, em troca de alguma grana e prometem conseguir algum voto para os estrangeiros.
    Em resumo, vendem o voto de seus amigos, convencendo- os que os “paraquedistas ” sao amigos, que devem uma obrigação e outras conversas.
    São os próprios políticos da região que trazem os candidatos de fora.
    Como exemplo, tenho um amigo que veio pedir pra mim, voto para um candidato a deputado estadual lá da divisa com a Argentina, dizendo que devia obrigação pro cara e prometeu alguns votos por aqui.
    A dita obrigação é que ele ganhou 5000.00 pra conseguir alguns votinhos.
    É assim que funciona.

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  2. No meu bairro está cheio de santinhos do 22, colinha no chão, e nas caixas de correio. Resumindo não recolheram ou guardaram. Próximos aos mercados tbm ali no Stok. Sei lá vamos ver! Se for eleição de segundo turno muitos não comparecerão. É muito fundo partidário jogado fora! O povo fica triste com o desperdício de dinheiro público! Alegria mesmo era quando tinha trios elétricos, Churrasco, Chopp pro povo. Agora só escolhemos o dono do chicote, sem festa nem comemoração. Esfriou ficou chato, enfadonho e cheirando a mofo, esses pleitos viraram festas de Vorcaro e a nível local, confraternização de “aspones” e vale bandeiras.Como tudo no Brasil piora com as eleições, os pleitos, não seria diferente.

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  3. A foto da Fernanda nao estava nem no convite do Centro Serra na última reunião. Estranho né. Ela já está com os bolsos cheios mais de 15 anos mamando, dentre cargos eletivos e contratada no Estado. Se faz de coitada, pq esse personagem colou em Palmeira, onde a população na maioria é pobre. Mas se o governador vencer, e ela tem tudo pra ficar pelo caminho, talvez o Márcio tbm, já estarão junto a alguma secretaria de governo. Tem tudo pra resgatarem as Adrs do tempo do Luiz Henrique pra acomodar os cabos eleitorais do 22

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  4. Começa pela prefeitura que está apoiando candidatos paraquedistas, com o único objetivo de derrotar o Colombo para não ter oposição nas próximas eleições!!!

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