A baixa representatividade das mulheres na vida pública

A baixa representatividade das mulheres na vida pública, especialmente no cenário político, é o tema central do livro “Poder e Paridade: A Crise Democrática da Representação Feminina”, da advogada Tammy Fortunato. A obra foi lançada na tarde desta quarta-feira (11), no hall da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, no Palácio Barriga Verde, reunindo representantes do meio jurídico, servidores, familiares e convidados.

Dados da União Interparlamentar (UIP) e da ONU Mulheres mostram que a igualdade de gênero na política ainda está distante da realidade mundial.

A edição 2025 do relatório Mulheres na Política aponta que homens ocupam mais de três vezes o número de cargos executivos e legislativos em comparação com mulheres.

No Brasil, o cenário também é preocupante. O país ocupa a 133ª posição no ranking global de representação feminina em parlamentos e a 53ª posição em participação ministerial.

Atualmente, apenas 18,1% da Câmara dos Deputados do Brasil é composta por mulheres — 93 parlamentares. No Senado Federal do Brasil, elas representam 19,8% das cadeiras, totalizando 16 senadoras.

Em Santa Catarina, a realidade não é diferente. No Parlamento catarinense, dos 40 deputados estaduais eleitos, apenas três são mulheres.

Ao longo da história da Assembleia Legislativa, mais de 800 homens já ocuparam cadeiras no Legislativo estadual, enquanto apenas 12 mulheres foram eleitas deputadas, evidenciando a persistente desigualdade de gênero na política

 

Deixe um comentário